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O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, vai abrir uma sindicância interna nesta segunda-feira (18) para apurar as circunstâncias da contratação do falso militar que trabalhava no órgão há três meses. O servidor Carlos da Cruz Sampaio Júnior que se passava por tenente-coronel do Exército foi preso na sexta-feira (15) e vai responder por falsidade ideológica e porte ilegal de arma.
Em nota, a secretaria afirmou ainda que Beltrame também vai solicitar ao Comando Geral da Polícia Militar a abertura de sindicância com o objetivo de esclarecer o envolvimento do falso militar com a corporação, “inclusive as denúncias, feitas pela imprensa, de que ele participou de treinamento de policiais”.
De acordo com a Secretaria de Segurança do estado, a sindicância vai analisar os dois períodos em que falso militar trabalhou órgão: de 2003 a 2006 e de julho a outubro deste ano, quando foi contratado para a função administrativa na Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional. O cargo de coordenador, segundo a secretaria, permitia que ele auxiliasse a distribuição de efetivo e o planejamento do trabalho integrado das polícias.
A secretaria acrescentou que a sindicância do órgão correrá paralelamente ao inquérito em curso na 4ª DP (Praça da República).
No sábado, a secretaria admitiu que houve falhas no processo de contratação do funcionário, após levar 45 dias para descobrir a fraude, e quer saber de que forma o servidor foi contratado, se ele foi indicado por alguém e se isso facilitou a volta dele ao cargo este ano após quatro anos de sua primeira passagem pelo órgão.
Apesar de não ser uma exigência para ocupar o cargo, o homem se apresentou como tenente-coronel do Exército, com uma xerox colorida do falso documento. A mesma patente aparece em outro documento, que dava autorização ao funcionário para dirigir carros oficiais.

Erros na falsificação
Na carteira militar apresentada pelo funcionário havia pelo menos 10 erros na falsificação, como a inversão do nome dos pais e o tamanho do brasão do Exército.
“O documento que ele apresentou em primeira mão a gente teve que fazer uma investigação”, disse o subsecretário de inteligência do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, que admitiu que o procedimento deveria ter sido adotado antes da contratação do servidor. “Até sim. Ele foi indicado, nós fizemos… O que importa é que nós fizemos o monitoramento e nós prendemos”.
Além dos documentos falsos, um revólver foi apreendido com o homem no momento de sua prisão. Segundo o delegado Ricardo Domingues, o falso militar confessou o crime e disse que a arma pertencia ao pai dele.
A secretaria afirmou ainda que o preso é filho de um militar e, por isso, conhece toda a documentação necessária para fazer falsificações.

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