Escolha uma Página
LUCIANO PERES | Editor de Mundo
Desafios não faltam no Haiti que receberá o novo contingente de militares gaúchos. No início de 2007, com a conquista do complexo de favelas de Cité Soleil, o último reduto das gangues, o pior da missão de paz das Nações Unidas no país parecia ter sido superado. O otimismo, como se viu no dia 12 de janeiro deste ano, era precipitado: o megaterremoto de Porto Príncipe praticamente devolveu todo o trabalho à estaca zero.
Agora, passados mais de seis meses da tragédia, a situação melhorou muito pouco. Os haitianos têm sido pacientes, mas, das 1,5 milhão de pessoas que perderam suas casas, apenas umas 28 mil já foram transferidas para acomodações mais seguras, ainda que transitórias. A massa restante ainda vive em barracas que se espalham pelos arredores da capital, torcendo para que não venha um furacão destruidor. Pior: os índices de criminalidade começam a subir de novo, uma péssima notícia para aquela parcela dos militares brasileiros e gaúchos encarregada de garantir a segurança.
Caberá também aos integrantes do 13º contingente – este que embarcou ontem em Santa Maria e os colegas que partiram de Curitiba – uma missão especial: assegurar uma transição pacífica de poder na nação caribenha, que elege o sucessor do presidente René Préval no dia 28 de novembro. Préval, aliás, tem sido duramente criticado pela falta de pulso no comando da reconstrução. A posse de um novo presidente pode ajudar a mudar esse quadro.
ZERO HORA
Skip to content