Escolha uma Página
Militares da AMAN possuem ritual todo especial para os jogos
POR DIOGO DANTAS
A partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo, nesta terça-feira, contra a Coreia do Norte, é promessa de muitos gols da seleção de Dunga. Mas se a rede balançar torcedores muito patriotas ficarão com o grito entalado na garganta. É que os cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, a AMAN, instituição do Exército Brasileiro, terão que seguir um ritual de disciplina até na hora de torcer pelo seu país.
De acordo com relatos de cadetes da Academia, os militares serão reunidos em um auditório onde é proibido falar durante as partidas. Quem fizer algum comentário será punido com a proibição de assistir aos demais jogos. “É entrar mudo e sair calado. A Copa nem é falada por aqui. Está todo mundo chateado”, revela um aluno, que não quis se identificar.
No segundo jogo do Brasil na primeira fase, no domingo, dia da semana em que alguns cadetes normalmente são liberados para irem para suas casas, a situação pode mudar. Mas quem estiver “de serviço”, como se fala no Exército, não será liberado nem para assistir aos jogos nas instalações do Exército.
“Ninguém vai ser liberado de nada. Qualquer envolvimento extra é passível de punição. No fim de semana é normal, se você não estiver punido, de serviço, detido, de ‘grampo’, ou em alguma missão, pode sair da Academia”, conta outro cadete, que pediu sigilo de sua identidade.
O Exército, através de de seu Centro de Comunicação Social, confirmou que quem estiver de serviço não poderá ser liberado, comparando as atividades na Academia com a responsabilidade de um médico de salvar vidas.
Em nota, o Exército garantiu que nos dias em que a seleção brasileira participar de jogos pela manhã as atividades serão interrompidas às 10:30h, e quando ocorrerem jogos no período da tarde as atividades serão interrompidas às 14h. Mas a instituição não deu detalhes de como é a torcida em seus centros de ensino.
Comento: A atividade da caserna realmente é recheada de indiossincrasias que, para os civis, beiram o absurdo. Já participei de homenagens a aniversariantes em que até o “parabéns” era executado “ao tempo três”. Porém, é rematado exagero afirmar que os cadetes não poderão vibrar com os gols do Brasil. Certamente poderão fazê-lo, sem, entretanto, “soltar a franga” como se estivessem num estádio de futebol.
Absurdo é o fato de futuros oficiais usarem do anonimato para “denunciar” que, se estiverem de serviço, não poderão assistir aos jogos. Certamente, em 2014, quando forem tenentes, liberarão seus soldados na hora das partidas do Brasil, deixando seus quartéis desprotegidos! É de se perguntar o que pessoas com tal mentalidade estão fazendo na AMAN.
Por outro lado, o Exército ainda se dá ao trabalho de divulgar nota oficial para explicar uma baboseira dessas!
Definitivamente, a Força Terrestre vive tempos preocupantes e a defasagem material e tecnológica não é o maior de seus problemas.
Skip to content