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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reuniu ontem 30 mil milicianos armados que juraram não permitir que se repitam as tentativas de tirá-lo do poder.
O evento comemorava o retorno ao poder de Chávez em 2002, quando superou uma tentativa de golpe. O 13 de abril ficou conhecido como o “Dia da Milícia Bolivariana, do Povo Armado e da Revolução de Abril”.
Os milicianos também se comprometeram a dar a vida “pela independência da nação, do socialismo bolivariano e da revolução socialista”. O juramento incluiu a determinação de não descansar até que todos libertem o país “dos ianques e da burguesia”.
Durante a manifestação, Chávez declarou que seus rivais serão derrotados se tentarem um novo golpe. O presidente prometeu que vai conquistar “maioria dominante” no Parlamento nacional nas eleições de setembro.
Chávez disse ainda que há uma conspiração para matá-lo, mas não deu detalhes sobre o suposto plano. Essas declarações têm sido frequentes agora que sua popularidade está em baixa e o governo precisa lidar com a crise energética, a alta da inflação e a crise na economia.
Milicianos são parte da população
Os 30 mil milicianos reunidos por Chávez são, em geral, funcionários públicos, integrantes de conselhos comunitários (organização popular criada pelo governo) e estudantes da Universidade das Forças Armadas. Além deles, donas de casa e aposentados participavam do evento vestindo verde-oliva. Homens e mulheres empunhavam velhos fuzis de assalto, que um dia pertenceram ao Exército. As armas, sem munição, foram entregues à população antes da manifestação.

DESTAK JORNAL

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