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UM “CAÇADOR”, SEMPRE ATENTO Á SEGURANÇA DOS VOOS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Major Mark Lima Santos é um dos pilotos do avião presidencial e 
sempre faz um vôo de reconhecimento antes de levar o presidente da 
República nas viagens internacionais. Foto: Magno Romero/PR

Foto: Magno Romero/PR
Com 21 anos dedicados à Força Aérea Brasileira (FAB), o major Mark Lima Santos chegou à maioridade em sua profissão. Foi piloto e instrutor de caças, voou com aeronaves comerciais de pequeno e médio porte para ministros e autoridades de Brasília e desde 2005 é um dos três pilotos oficiais do Airbus A 319 CJ da Presidência da República, que leva o presidente Lula em suas viagens internacionais. O Blog do Planalto conheceu o major, carioca de 38 anos, na terça-feira (9/3) durante o voo para Tel  Aviv (Israel) da equipe que vai preparar os detalhes da visita de Lula ao Oriente Médio – a partir deste domingo (14/2), ver aqui – e resolveu saber um pouco mais sobre o seu trabalho.
A presença do major Mark nesse voo preparatório a Tel Aviv tem por objetivo conhecer a rota e os procedimentos tomados pelos pilotos, os possíveis obstáculos e dificuldades do trajeto, e os avisos que os pilotos recebem das torres de comando pelo caminho. Ele retornou ao Brasil na mesma aeronave (um Boeing 737), logo após o desembarque da equipe de apoio avançado (o Prescav), e trará o presidente Lula a Israel conhecendo de antemão o trajeto e seus procedimentos usuais e os eventuais pontos críticos.
“Nosso enfoque nesse reconhecimento que fazemos é a segurança. Conferimos toda a rota, principalmente na hora do pouso – do começo da descida ao corte do motor já em solo”, diz o major, destacando que um dos pontos centrais a ser observado é o relevo em torno do aeroporto onde pousará o avião presidencial. “Em Tegucigalpa (Honduras), por exemplo, a pista tem muitas montanhas em volta, é uma ‘panela de morros’ e o tráfego lá é diferente, é preciso muita cautela para pousar. Sem o reconhecimento prévio, fica ainda mais difícil.”
Mark sempre quis ser piloto de caça e nunca imaginou que um dia estaria voando com o presidente da República de seu país. Mas depois de atingir a excelência em aeronaves como o Xavante e o AMX A1, resolveu tentar algo diferente. Foi para Brasília em 2003 e se incorporou ao Grupo de Transporte Especial (GTE) da Aeronáutica, onde passou a atuar no segundo esquadrão pilotando aeronaves para o transporte de ministros e outras autoridades federais. Em 2004, fez um curso de Airbus na TAM, foi incorporado ao primeiro esquadrão do GTE para fazer voos presidenciais (só os melhores e mais experientes são escolhidos) e, em janeiro do ano seguinte, estava entre os três pilotos escalados para ir a Hamburgo, na Alemanha, buscar o recém comprado Airbus A 319 CJ da Presidência.
O primeiro voo com o presidente Lula foi realizado logo que o avião chegou ao Brasil, numa viagem a Tabatinga (AM). O major Mark diz que não sentiu o peso da responsabilidade nem foi preciso tomar cuidados extras de segurança.
Sobre o presidente Lula, o major Mark afirma que é simpático, sempre cumprimenta todo mundo, gosta de ver a paisagem da cabine e sempre pergunta sobre o vento, se está contra ou a favor, porque isso influi no tempo da viagem. “Ele prefere que esteja a favor, porque sempre quer chegar o quanto antes nos eventos”, diz.
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