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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (3) projeto do Executivo concedendo auxílio de  R$ 500 mil a cada uma das famílias dos militares do Exército mortos durante o terremoto no Haiti. Além disso, será concedida uma bolsa-educação de R$ 510 mensais aos dependentes enquanto cursarem o ensino fundamental e médio, até 18 anos e universitário, até 24 anos.
Com todo o respeito  aos colegas mortos no Haiti no cumprimento do dever e a seus familiares,  não posso deixar de dizer que essa medida é oportunista, demagógica e eleitoreira. A legislação prevê compensações financeiras adequadas para casos como esse, como a promoção post-mortem e a pensão militar. A ONU também tem seguros especiais para os soldados mortos em Missões de Paz.
Além disso, o próprio Exército, através da FHE/POUPEx, há muito tempo tem seguros de vida para os militares, cujo prêmio é aumentado substancialmente no caso de morte em serviço. 
Quanto a tal bolsa-educação, seria bem mais simples cumprir lei já existente e conceder aos filhos dos militares falecidos o ingresso sem concurso nas melhores instituições de ensino do País, os Colégios Militares.
É evidente a intenção de Lula de faturar politicamente com a tragédia, bem de acordo com o pragmatismo canhestro que move a canalha que se instalou no poder. Vamos esperar para ver como ocorrerá a concessão do benefício. Possivelmente, será um ato midiático de muita repercussão.
E os generais? Ah, os generais! Eles, como sempre, calam. Aprenderam rapidinho com os políticos a não se desgastar com a opinião pública.
Se concordam com o benefício, por que não reivindicam que ele seja estendido aos familiares das dezenas de militares que morrem em serviço todo ano, em condições por vezes até mais dramáticas?
Por quê não pleitearam que fossem incluidos na lei os familiares do Suboficial da FAB Marcelo dos Santos Dias, que sucumbiu arrastado pelas águas do Igarapé Jacutará, no Amazonas, em novembro último, após salvar seis sobreviventes da queda do  avião do qual era tripulante?
Demagogia barata sobre cadáveres, é disso que se trata. E não apenas por parte dos políticos. 
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