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O revisionismo histórico tupiniquim, para variar, segue um rumo diferente dos demais países da América do Sul. Diferentemente de Uruguai, Argentina e Chile, que prenderam julgaram e condenaram os responsáveis pelos desmandos e atrociddades cometidos pelas ditaduras implantadas naqueles países, durante as décadas de 60, 70 e 80 do século passado, o Brasil assegurou,  através da Lei de Anistia, uma transição pacífica entre o regime militar e a democracia, apagando tanto os crimes dos torturadores como o dos terroristas.
Mas a sanha vingativa da esquerda derrotada em 1964 não se contenta com os bilhões do bolsa-ditadura, com o desmanche das Forças Armadas, com a subserviência dos generais-melancia.
Não! É preciso muito mais para aplacar a sede de sangue dos sabujos de Fidel, travestidos de neo-bolivarianos!
E o golpe fatal está em vias de ser aplicado, via reforma da previdência militar. Note que, ao mesmo tempo em que o Ministro Jobim refere-se, na Câmara dos Deputados, a um “problema que terá de ser atacado, mas cedo ou mais tarde”, a Globo dá publicidade, com duas semanas de atraso, à pesquisa realizada por um tal  Vitelio Brustolin, “denunciando” que a Defesa gasta 80%  do orçamento com o pagamento da folha salarial, da qual inativos e pensionistas consomem 63%. Assim, o salário pago aos militares surge como o maior entrave para o aumento do poderio bélico do país. Em bom português: o circo está armado!
Esse enfoque  canalha joga (de novo) sobre ombros fardados a responsabilidade pela estagnação das Forças Armadas. Não leva em conta a corrupção, as distorções salariais, os mensalões, dólares em cuecas, meias, caixas, bolsos, nada!
O que interessa é vender a imagem de que os salários dos milicos estão emperrando o aparelhamento bélico do país. O próximo passo será desvincular os reajustes concedidos aos militares da ativa dos inativos e pensionistas. Daí, para os “de pijama” serem jogados na vala do caixa único é um pulo.
Um governo que fecha hospitais militares com a maior desfaçatez, certamente não hesitará em rebaixar os vencimentos dos militares da reserva e de suas víuvas muito além de limites toleráveis.
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