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O grupo representativo formado pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente; governo do Estado; prefeitos de Santo Ângelo, Uruguaiana  e Cruz Alta; vereadores e representantes dos conselhos municipais de Saúde e do Sindicato dos Servidores Federais irão definir uma agenda de audiências com a chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, e com os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Defesa,  Nelson Jobim. O objetivo dos encontros é solicitar a manutenção dos hospitais de Guarnição do Exército em Santo Ângelo, Uruguaiana e Cruz Alta. O encaminhamento é resultado da audiência pública da Comissão de Saúde, realizada na manhã desta quarta-feira (18), que debateu a transformação dos hospitais de guarnição em postos médicos, nas unidades do Exército desses três municípios gaúchos. A medida deverá ser executada a partir de 2010.

Conforme o proponente do debate, deputado Adroaldo Loureiro (PDT), a intenção é evitar o fechamento desses três hospitais que há décadas prestam atendimento às comunidades de Santo Ângelo, Uruguaiana e Cruz Alta. Para Loureiro, a medida, formalizada por portarias publicadas neste ano, vai afetar o sistema de saúde desses municípios. “O fechamento, previsto para o próximo ano, vai sobrecarregar os outros hospitais da região”, reiterou o pedetista. Loureiro informou ainda que o grupo representativo pretende tratar do tema com a bancada federal gaúcha na próxima segunda-feira (23).

Para o presidente da Comissão de Saúde, deputado Gilmar Sossella (PDT),  a decisão de transformar os hospitais de guarnição em postos médicos vai piorar as condições do setor da saúde no Estado.  “Essa atitude vai onerar ainda mais o Sistema Único de Saúde”, observou. O grupo representativo formado hoje na Comissão espera que as audiências em Brasília ocorram no início de dezembro.

Repercussão
O prefeito de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro, declarou que “a medida vai contribuir para desorganizar o atendimento hospitalar na região”. Ele lembrou que o Hospital de Guarnição de Santo Ângelo atende em torno de 3.000 pacientes locais e de outras cidades como Santa Rosa e São Luiz Gonzaga, sendo fundamental sua manutenção.

O coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf), Marizar Melo, igualmente ressaltou a necessidade de lutar pela manutenção da história dos três hospitais de guarnição. “Queremos reverter essa medida drástica, proposta pelo Ministério da Defesa. Estamos mobilizados para continuar lutando pela revogação das portarias”, afirmou. 

A representante da Secretaria Estadual de Saúde, Eunice Belinazo, assegurou que o governo do Estado também está engajado na luta pela manutenção dos hospitais de guarnição. “O secretário Osmar Terra já está gestionando audiências com os ministros da Saúde e da Defesa para tratar do assunto”, garantiu.  

Comando do Exército
O comandante da 3º Região Militar do Rio Grande do Sul, general Odilson Sampaio Benzi, afirmou que a intenção das portarias é reestruturar e melhorar o atendimento aos pacientes que dependem dessas instituições de saúde. “Por isso, estamos decrescendo em algumas áreas para aumentar o atendimento em outras onde a demanda é maior”, argumentou. Benzi explicou que os três hospitais gaúchos não foram escolhidos aleatoriamente.  “A decisão está embasada em estudos e dados técnicos”, disse. Segundo ele, o efetivo atendido pelos hospitais é perfeitamente compatível com um posto médico de guarnição. “Os postos prestam bons atendimentos à saúde. Neles podem ser encontrados especialistas nas áreas de odontologia, ginecologia e  fisioterapia”, disse.

Também participaram da audiência pública os deputados Frederico Antunes (PP), Jorge Gobbi (PSDB), Mauro Sparta (PSDB) e Elvino Bohn Gass (PT).
AL/RS

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