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Por Silvio Cascione
O risco político ainda não representa uma ameaça à segurança do Haiti, mas a situação permanece “extremamente frágil” e inviabiliza previsões sobre a retirada das forças de paz, disse o comandante das tropas da ONU no país, o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto.
Na sexta-feira, o presidente haitiano René Préval nomeou o economista Jean Max Bellerive para o cargo de primeiro-ministro. Bellerive substitui Michelle Pierre-Louis, destituída no mesmo dia pelo Senado após um mandato de fraco desempenho, especialmente na recuperação econômica do país mais pobre das Américas.
A rápida indicação atendeu aos apelos da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, a Minustah, que via o risco de um retorno a um “período de instabilidade”.
“A situação está absolutamente sob controle”, afirmou o general em entrevista à Reuters, por telefone. “Entretanto, os ganhos que nós alcançamos na segurança não correspondem ao esperado avanço socioeconômico do país, e por isso nós dizemos que a situação do Haiti ainda é extremamente frágil.”
O país sofre, por exemplo, com o fornecimento irregular de energia elétrica, com constantes blecautes mesmo na capital, Porto Príncipe. No ano passado, protestos contra o aumento do custo de vida causaram a morte de pelo menos cinco pessoas.
“A situação pode mudar subitamente”, alertou Peixoto.
Por causa da fragilidade do país, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti não tem uma prazo estipulado para o seu término ou mesmo para uma mudança de formato, segundo o general.
A Minustah, que reúne iniciativas civis e militares, é presidida pelo tunisiano Hédi Annabi e tem o Brasil no comando das tropas. 
Leia a entrevista na íntegra.
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