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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade nesta terça-feira a ampliação por mais um ano do mandato da missão de paz da entidade no Haiti, liderada pelo Brasil.
O mandato da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah) foi prorrogado até outubro de 2010 pelos 15 integrantes do Conselho, que consideraram a atual situação no país como “uma ameaça para a paz e a segurança na região”.
A resolução aprovada destacou os avanços alcançados pela missão, mas reforçou a necessidade de fortalecer a capacidade da polícia haitiana e de apoiar o processo político para a realização de eleições em 2010.
O Brasil comanda os cerca de 7.000 soldados da força de paz da ONU no Haiti, enviados ao país em 2004 após a queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide. As forças de segurança contam ainda com cerca de 1.300 homens na região.
De acordo com a resolução aprovada nesta terça-feira pelo Conselho de Segurança, a missão passará a contar com um teto de 6.940 soldados e 2.211 policiais, o que reduz ligeiramente o número de soldados e aumenta o de policiais.
O documento diz ainda que a composição da Minustah pode voltar a ser ajustada à medida que a Polícia Nacional do Haiti ganhar capacidade para assumir a segurança do país.

“É preciso evitar saída prematura”, diz diplomata
A missão de paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah), chefiada pelo Brasil e renovada por mais um ano nesta terça-feira, mostra “sinais de evolução”, na avaliação da chefe de Divisão das Nações Unidas do Itamaraty, conselheira Gilda Neves. Mas é preciso, segundo ela, evitar uma “saída prematura” daquele país.
“A ONU já cometeu esse erro outras vezes, sobretudo na África, onde alguns problemas voltaram a eclodir”, disse a diplomata.
Ainda de acordo com a conselheira, esse é “o grande dilema” da ONU. “Existe uma pressão dos países desenvolvidos para que as missões terminem logo, pois eles pagam a maior parte da conta”, diz.
A representante do Itamaraty diz que o Brasil, se eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança, pretende usar esse fórum para combater a pressão dos países desenvolvidos e defender um compromisso “de longo prazo” no Haiti. A eleição está marcada para esta quinta-feira.Leia mais.
O GLOBO

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