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O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou ontem em Buenos Aires que o o governo está mais inclinado a adquirir os jatos da francesa Dassault, em detrimento à Saab (Suécia) e Boeing (EUA).
“A questão básica para a decisão final é a capacitação nacional. O Brasil não pode ser comprador de armas, o Brasil quer desenvolver tecnologias”, afirmou Jobim.”O presidente (da França, Nicolas) Sarkozy afirmou que faria uma transferência de tecnologia irrestrita, (enquanto) a afirmação feita pelos Estados Unidos é que permitiria que a Boeing fizesse transferências tecnológicas necessárias”, acrescentou.
“É evidente que o compromisso de transferência de tecnologia tem que ser absoluto, não necessário e quem tem que decidir qual é a tecnologia necessária somos nós e não outro país”, concluiu o ministro.
Pura balela!
Jobim, o “arrogante”, usa suas “costas de crocodilo” para respaldar as besteiras ditas (e feitas) por Lula no Sete de Setembro, quando afirmou, junto com Sarkozy, que o contrato seria fechado com os franceses, numa atitude irresponsável, diante do montante bilionário e da importância estratégica do negócio.
A fala de Nosso Guia jogou por terra toda a seriedade que deve nortear um processo como esse e colocou em xeque todo o trabalho técnico de avaliação realizado pela FAB, ainda não concluído.
Está claro que a decisão já está tomada e é puramente política, em detrimento do aspecto técnico.
Resta saber se o Brigadeiro Saito e a FAB  terão coragem para ignorar a pressão política e manter o parecer técnico, cuja comparação deve ser desfavorável aos franceses, ou baixarão mais uma vez a cabeça e adequarão o resultado a vontade presidencial.
Com tristeza, aposto na segunda hípótese.
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