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Não falei que essa guria ia (que se dane a cacofonia) longe?
Pois já foi. Literalmente. Minha querida Mariana Müller, vencedora do concurso Primeira Pauta, do jornal Zero Hora, está percorrendo os confins do Rio Grande de barco, numa aventura espetacular.
Mariana faz parte da equipe que percorre a Lagoa Mirim desde o último sábado, revelando um paraíso ecológico praticamente desconhecido pelos brasileiros, mesmo os gaúchos.
Como todo “recruta”, ganhou de cara alguns apelidos, como “Pouca Prática”, “Magra”, “Estagiária”, “Secretária de Barco” e “Retratista”.
Mas as brincadeiras e a inexperiência não diminuem em nada seu talento.
Confira este post da Magra:
– Zerpa, como é o nome desse avião?
O piloto uruguaio Juan Zerpa, 54 anos, não ouviu a pergunta feita por Etchichury. Eu ouvi e pensei: em Cruz Alta é “teco teco”.

Mas ainda precisava arrumar a câmera, testar o áudio, gravar a passagem. Não sobrava tempo para pensar no avião…
– Vambora! Gritou empolgado o fotógrafo Nauro Júnior.
– Foi!
E fomos mesmo.
Concentrada para não tremer o vídeo que faríamos para o zerohora.com, missão quase impossível naquela aeronave, mal vi quando desviamos um trator para poder decolar.
Uruguaio de Montevidéo, Zerpa tinha mesmo cara de alemão. Ou de judeu, como lembrou Etchichury. Há trinta e oito anos vivendo no Brasil, fala conjugando os verbos corretamente em português. E riu com o meu “és lo mismo”.
Piloto há 30 anos, hoje trabalha com voos turístiscos e agrícolas no lado uruguaio da fronteira, a cidade de Rio Branco. Seu desejo é formar uma área de preservação ecológica nos arredores da Lagoa Mirim.
– És un paraíso.
E ele tem razão.
Da janela do avião, um Rio Grande do Sul diferente. Lagos, capivaras, banhados, cisnes-do-pescoço-preto e vários tons de verde. A frente, esplêndida, ela. A Lagoa impressiona.
Enquanto explica cada contorno em manobras que tremeram os vídeos e me aqueceram o estômago, o “castilhano” fala sobre o pai. Orgulhoso do piloto Nilo Ariel Zarpa que em 1950 transportou os campeões uruguaios da Copa do Mundo.
Quando aterrissamos, empolgados, Zerpa ouviu o questionamento do repórter:
– De que ano é esse avião mesmo?
– 57, responde sorridente o uruguaio.
Só enxergo as sobrancelhas erguidas do Etchichury.
– 1957?
O sorriso confirma.
A resposta veio na hora certa

E aí? Vai longe ou não vai?
Voa, Mariana, voa!
(no caso, de barco, mas que ela voa, ah, voa!)

Acompanhe esta aventura no blog EXPEDIÇÃO LAGOA MIRIM

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