Escolha uma Página
“Bergson, você hoje volta para o Ceará para descansar em paz e vitorioso, porque o Brasil pelo qual você morreu começa a nascer”.
Com essas palavras o Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pretende homenagear, à beira do túmulo, o ex-guerrilheiro do Partido Comunista do Brasil, Bergson Gurjão Farias, cuja ossada foi identificada e deverá ser sepultada em Fortaleza, em 6 de outubro.
Farias foi morto no Araguaia pelos militares em junho de 1972. Os despojos serão transportados em um avião da FAB e o caixão será coberto com as bandeiras do Brasil e do PCdoB.
Não cabe reparo às homenagens que a família e correligionários queiram prestar ao falecido, nem mesmo o transporte por aeronave do Estado, responsável pela execução de um cidadão sob sua guarda.
O que surpreende (na verdade, nem tanto) é a fala do ministro, emprestando ao ex-guerrilheiro uma aura de paladino da democracia que é tão falsa quanto o currículo da Dilma.
Nunca na história “deste paíz” ou da humanidade um partido comunista lutou pela liberdade. No Araguaia, houve a tentativa de derrubada de uma ditadura para implantar outra. O resto é balela retórica, habilmente plantada e repetida à exaustão por Vannuchi, Tarso et caterva.
Serve para manipular a opinião pública, conferindo falsos ares de heroísmo a quem pretendia implantar um regime totalitário de esquerda no Brasil, tão democrático quanto souberam ser os regimes que jazem sob os escombros do Muro de Berlim.
Ah!Claro, presta-se também para engordar as indenizações milionárias do Bolsa-Ditadura, que ninguém é de ferro. Nem os comunistas.
Skip to content