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Por Stella Dauer
Quem assistiu o Exterminador do Futuro e Matrix ou leu o livro Eu, Robô já deve ter pensado nisso. O desenvolvimento da robótica para fins militares pode por em risco toda a raça humana caso os autômatos descontrolem-se e acabem por matar indiscriminadamente.
O aviso foi dado por Noel Sharkey, professor da Universidade de Sheffield, localizada em Londres. De acordo com ele, “robôs que podem decidir onde matar, quem matar e quando matar estão nos planos de todas as organizações militares” disse em nota publicada no site da BBC .
“A próxima onda que está vindo, e é isso que realmente me assusta, são robôs armados autônomos. O robo fará o assassinato sozinho e isso tornará mais rápida a tomada de decisão, permitindo que uma única pessoa controle muitos robôs. Um único soldado poderia lançar um ataque em larga escala a partir do ar e do solo” declarou apreensivo o professor.
Por isso, Sharkey realizou um debate internacional para discutir sobre o assunto, dizendo a uma reunião de peritos em Londres que a capacidade de um robô assassino artificialmente inteligente distinguir um amigo de um inimigo está há pelo menos 50 anos de distância, noticiou o site TechRadar .
Para ele, o maior perigo reside no fato de que toda a inteligência artificial desenvolvida está baseada na ficção científica. Podemos tomar como exemplo as três leis da robótica, que na verdade foram criadas em 1950 pelo escritor Isaac Asimov quando este escreveu seu livro de contos Eu, Robô, que virou filme em 2004.
Em janeiro de 2006, 60 robôs foram utilizados pelo exército americano do Paquistão e mataram 14 membros do al-Qaeda, além de outros 607 civis – uma taxa de mortalidade civil muito alta para tão pouco resultado militar. Uma publicação da Força Aérea americana publicada no mês passado prevê o uso de aviões de ataque completamente autônomos, onde a ação humana será limitada a monitorar a execução das decisões.
Segundo o site Telegraph os Estados Unidos possuem 200 Predadores (Predators) e 30 Ceifadores (Reapers), robôs que ainda precisam de controle humano, mas esperam investir US$ 5,5 bilhões em veículos de combate não tripulados no ano que vem.
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