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Um manifestante foi morto ontem no centro de Porto Príncipe, capital do Haiti, durante velório que se transformou em manifestação de seguidores de Jean Bertrand Aristide. O funeral era do padre Gérard Jean-Juste, ligado ao ex-presidente.O religioso, que auxiliava os pobres no Haiti e na Flórida, morreu há duas semanas.
Imagens de TV mostraram que os manifestantes enfrentaram os soldados da Missão de Paz, chefiada pelo Brasil. Inicialmente, a morte foi atribuída a um tiro, que teria sido disparado por um dos militares. O comandante da missão, general Floriano Peixoto (brasileiro), afirmou que o suposto tiro não foi disparado pelas tropas
A porta-voz Sophie Boutaud de la Combe informou que as tropas brasileiras dispararam sete tiros de advertência para afastar a multidão, que agiu de forma agressiva, e que depois os soldados foram enviados de volta para a base. “Os capacetes azuis teriam sido atacados a pedradas por manifestantes provenientes de vários bairros da cidade”, explicou.
O incidente aconteceu quando milhares de pessoas participavam dos funerais do padre Gérard Jean-Juste, ligado ao ex-presidente haitiano Jean Bertrand Aristide. O religioso, conhecido por seu trabalho entre os pobres no Haiti e em Miami, morreu há duas semanas na Flórida.
Segundo os manifestantes, o morto teria sido “abatido por soldados brasileiros da Minustah”, o que foi imediatamente negado pelo comandante brasileiro, que afirmou ter “soldados altamente capacitados, acostumados a lidar com protestos, que carregam armas não letais para lidar com este tipo de situação.” Segundo Floriano Peixoto, em muitos casos os protestos são infiltrados por “elementos de fora do contexto original” da manifestação e que têm “segundas intenções”.

NÃO FOI TIRO
As notícias de hoje praticamente confirmam a convicção do comandante brasileiro, com a informação de que a morte, inicialmente atribuída a uma bala, aconteceu, na realidade, por um ferimento na cabeça da vítima, causada por uma pedra ou um objeto contundente.
Em nota oficial, o comando da missão afirmou que “a Minustah desmente categoricamente as alegações, segundo as quais alguns membros de seu componente militar teriam atirado contra uma pessoa que faleceu esta manhã”.

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