Ronaldo Caiado defende uso das Forças Armadas contra facções criminosas

Ronaldo Caiado defende uso das Forças Armadas contra PCC e Comando Vermelho

Pré-candidato do PSD afirma que enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas abrirá caminho para empregar Exército, Marinha e Aeronáutica no combate direto ao crime organizado

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende empregar diretamente as Forças Armadas no enfrentamento às facções criminosas, com foco explícito no Primeiro Comando da Capital (PCC) e no Comando Vermelho. Segundo ele, ao classificar esses grupos como organizações terroristas, o governo federal passaria, portanto, a dispor de instrumentos mais amplos e eficazes para enfrentá-los de forma direta, contínua e integrada.

Integração com governadores e controle de fronteiras

Durante entrevista à Durante entrevista à Rádio 94 FM Dourados, no Mato Grosso do Sul, Caiado declarou que governaria em parceria direta com os governadores. Além disso, ele defendeu o reforço do controle de fronteiras como etapa essencial para enfraquecer financeiramente o PCC e o Comando Vermelho. Para isso, propôs o uso intensivo de tecnologia e, sobretudo, de sistemas avançados de monitoramento por satélite, a fim de identificar rotas do tráfico e interromper o fluxo de armas e drogas.

Classificação como terrorismo e emprego das Forças Armadas

Caiado explicou que, ao encaminhar ao Congresso Nacional um projeto que enquadre o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, o Estado poderá empregar plenamente Exército, Marinha e Aeronáutica. Dessa forma, segundo ele, o governo passaria a agir com mais força, rapidez e coordenação, inclusive em operações conjuntas nas fronteiras e em áreas estratégicas atualmente dominadas pelas facções.

Críticas ao avanço do PCC e do Comando Vermelho

Ao longo da entrevista, o pré-candidato atribuiu o crescimento do PCC e do Comando Vermelho à falta de enfrentamento direto por parte do poder público federal. Para Caiado, a ausência de ações firmes e integradas permitiu que essas facções se consolidassem nacionalmente. “As duas maiores potências construídas foram o PCC e o Comando Vermelho”, afirmou, ao sustentar que o Estado precisa retomar o controle com medidas mais duras e permanentes.

Experiência em Goiás como modelo

O ex-governador também citou sua experiência à frente do governo de Goiás para reforçar o discurso. Segundo ele, ao assumir o Estado, diversas regiões estavam sob influência direta de facções criminosas. No entanto, a gestão teria reagido com fortalecimento da inteligência policial, ações contínuas contra o crime organizado e mudanças estruturais no sistema penitenciário, o que reduziu a atuação desses grupos.

Críticas ao contingenciamento de recursos federais

Por fim, Caiado criticou o contingenciamento de verbas federais destinadas à segurança pública. De acordo com ele, durante sua gestão, Goiás investiu cerca de R$ 18 bilhões no setor, enquanto recebeu aproximadamente R$ 980 milhões da União. Para o pré-candidato, o combate efetivo ao PCC e ao Comando Vermelho exige maior comprometimento financeiro e operacional do governo federal.

Respostas de 11

  1. Claro vamos utilizar os nossos soldados e nossos praças a combater os criminosos, sem nunca esquecer que as FA em sua maioria do efetivo ganha bem menos que as polícias estaduais, sem falar na federal. Essa atitude de usar as FA (no estado em que se encontram) como polícia vai ser a tampa do caixão para enterrar de vez as FA do Brasil.
    Mas se tiver um presidente com culhão bastante, e apoio político, use as FA para combater o banditismo, não como polícia mas com FA, mas aí os responsáveis terão que ter culhão para assumir as consequências, além de que teremos que ter Cmt/Ch com coragem, responsabilidade, determinação e sem politicagem.

  2. Isso aí virou mote para ganhar votos.. Que diferença iria trazer para a segurança pública o uso das FA com tropas formadas por recrutas ou temporários sem treinamento, quando o estado Poderia estar utilizando tropas policiais Experientes e vocacionadas para o trabalho?

  3. No RJ teve até intervenção federal na segurança pública por anos, uso das FFAA por décadas e olhe como ele está hoje? eu me lembro da pancada de traficantes fugindo igual a porcos do mato em matilha. O poder público não tomou conta e realizou políticas públicas, resultado? Voltaram, ainda piores.

    1. sim, teve aquela cena, com nenhuma baixa de bandidos… e depois operação presença.

      o trafico matou militar e ameaçou fazer pior, então houve um recuo.

      pq as forças armadas tem que combater, seu papel principal e nao ser ostensivo. mas a sociiedade não apoiava, a propria população nao apoiava.

  4. não acho necessário. Quem acompanhou as ocupações no Rio de janeiro observou um aumento exponencial da violência, quando bandidos migraram para lugares mais tranquilos.
    Além do que os militares não combateram, e sempre tinham o medo de que um confronto gerasse má repercursão.
    Então era apenas uma “operação presença”, sem confrontamento.

  5. É só discurso para a torcida, o Brasil só reconhece atos terroristas aqueles motivados por xenofobia, preconceito de raça, cor, etnia ou religião. Grupos terrorista somente os que a ONU reconhece e pela legislação somente ligados a xenofobia, preconceito de raça, cor, etnia ou religião, nem mais a questão político-ideológica faz parte.

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