Municípios gaúchos retiram homenagens a presidentes do regime militar de ruas e escola

Homenagem a presidentes militares foram removidas de ruas e escola no RS

Atendendo a recomendações do Ministério Público Federal, cidades alteraram nomes de vias públicas e de uma escola em cumprimento a diretrizes de direitos humanos.

Três municípios do Rio Grande do Sul modificaram a denominação de ruas e de uma escola que homenageavam ex-presidentes do regime civil-militar. As mudanças ocorreram após recomendações do Ministério Público Federal (MPF), que defendeu a retirada dessas homenagens por considerar que elas banalizam graves violações de direitos humanos e contrariam políticas públicas de memória.
  • Machadinho: a antiga Rua Marechal Castelo Branco passou a se chamar Rua Agustinho Polidoro.
  • São José das Missões:  a Rua Ernesto Geisel recebeu a nova denominação de Rua Ipiranga.
  • Carazinho:, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Castelo Branco teve o nome simplificado para Escola Municipal de Ensino Fundamental Castelo.

MPF cita Comissão da Verdade

Para fundamentar as recomendações, o MPF utilizou o Plano Nacional de Direitos Humanos e o Relatório Final da Comissão Nacional da Verdade. Segundo o órgão, esses documentos apontam agentes do período como responsáveis por graves violações de direitos humanos e, por isso, recomendam a revisão de homenagens oficiais vinculadas ao regime. Além disso, o Ministério Público ressaltou que a manutenção dessas denominações contraria diretrizes voltadas à preservação da memória histórica e ao fortalecimento da cultura dos direitos humanos.

Estado ainda mantém mais de 150 homenagens

Enquanto essas mudanças avançam em alguns municípios, levantamentos mostram que o Rio Grande do Sul ainda possui mais de 150 ruas e avenidas com referências aos cinco presidentes que governaram o Brasil durante o período da ditadura civil-militar. Dessa forma, as alterações realizadas em Machadinho, São José das Missões e Carazinho integram um processo mais amplo de revisão de homenagens públicas. Ao mesmo tempo, elas refletem a aplicação das recomendações do MPF e reforçam o debate sobre memória, verdade e direitos humanos no país.

Respostas de 21

  1. Coloca o nome de Fernandinho beira mar, Marcola, José Genuíno, Zé da cueca, lula, janja, Xandão. Estão mexendo na história do Brasil se certa ou errada história sempre vai ser história.

    1. O MPF é um antro de Esquerdopatas Mimimi Nutella Iphone Caviar Reborn. Já já teremos ruas batizadas com nomes de “democratas”: Josef Stalin, Pol Pot, Mao Tsé-Tung, Muammar Gaddafi, Fidel Castro, Che Guevarra, Hugo Chávez, Kim Jong-un, Nicolás Maduro, Daniel Ortega, etc 😤🤬😠😡👿

  2. Eles não gostam de militares, fato.
    Mas, quando a chuva arrasa quarteirões, o calo alerta, quem são os chamados a socorre-los ???

  3. Excelente, vamos evoluindo aos poucos. Tá na hora de cessar as homenagens aos ditadores golpistas Getúlio Vargas e Deodoro da Fonseca.

  4. kkkkkkk, melhor é os comentarios, uma pena tanta gente, que nunca pegou um livro pra saber o que foi e o que aconteceu, papagaios de pirata, kkkkk

    1. Perfeito!

      poderia voltar a ter o primeiro nome dado pelos europeus: “Terra dos Papagaios”.

      Estaria mais condizente com os dias hodiernos.

  5. Quando se tenta apagar os registros históricos – e ao longo da história existiram não apenas aspectos positivos – o resultado a médio e longo prazo é a repetição dos erros do passado.

    Uma das finalidades de se manter esses registros é dar suporte concreto da existência de tais fatos para não os repetir.

    Não fossem os fósseis – suporte concreto da existência – a passagem dos dinossauros pela Terra não passaria de narrativas fictícias sem qualquer lastro na realidade.

    Reações de momento, submetidas a uma chamada “lacração” do pretenso puritanismo de ações afirmativas, muito provavelmente cobrarão o seu preço amargo no futuro.

    Apagando, por exemplo, todo e qualquer vestígio concreto do que foi o nazismo e seu líder, permanecendo apenas registros textuais nos livros, as futuras gerações correrão o risco de conhecer novos “líderes” genocidas e estarem sob a autoridade dos mesmos regimes totalitários e desumanos que tentaram “apagar” da história.

    Infelizmente.

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