Ministério Público Federal abriu inquérito e cobrou ações do Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Federal.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar a entrada ilegal e a permanência de grupos armados estrangeiros no território brasileiro. A informação é de Robson Bonin, da Veja.
A investigação concentra-se, sobretudo, em comunidades do extremo Norte do Amazonas, na região de fronteira com a Colômbia.
MPF cobra reação das Forças Armadas e da PF
Além disso, o MPF cobrou diretamente o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e a Polícia Federal.
Por meio de um despacho, o órgão pediu que as instituições reforcem a proteção da soberania territorial brasileira naquela região.
Segundo o MPF, grupos armados estrangeiros estariam espalhando medo entre comunidades indígenas e populações ribeirinhas.
Por isso, o Ministério Público considera necessário ampliar a presença do Estado e fortalecer a segurança nas áreas afetadas.
Ao mesmo tempo, o inquérito pretende esclarecer como esses grupos entram no território brasileiro e permanecem na região.
Além disso, a investigação poderá identificar possíveis vínculos entre os grupos estrangeiros e organizações criminosas que atuam na fronteira.
Fronteira aumenta preocupação das autoridades
A área investigada fica próxima à fronteira com a Colômbia. Consequentemente, a circulação de pessoas e grupos armados exige atenção permanente das autoridades brasileiras.
Além disso, a região enfrenta problemas relacionados ao tráfico de drogas, ao garimpo ilegal e a outros crimes transfronteiriços.
Por esse motivo, a atuação conjunta das forças de segurança ganha importância estratégica para o controle do território.
Paralelamente, a Polícia Federal mantém operações contra organizações criminosas em diferentes áreas da Amazônia.
Em agosto, por exemplo, a PF deflagrou uma operação contra uma organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Amazonas.
Confira informações da Polícia Federal sobre a operação no Amazonas.
Forças Armadas mantêm presença na Amazônia
Enquanto isso, as Forças Armadas mantêm operações e exercícios voltados à proteção da Amazônia e das áreas de fronteira.
Além disso, Exército, Marinha e Aeronáutica participam de ações integradas para ampliar a capacidade de vigilância e resposta na região.
Como exemplo, a Operação Atlas reúne as três Forças em atividades militares no território amazônico.
Durante a operação, as tropas empregam meios terrestres, aéreos e fluviais. Dessa forma, as Forças Armadas ampliam a capacidade de atuação em áreas de difícil acesso.
Veja informações do Ministério da Defesa sobre a Operação Atlas.
Entretanto, a cobrança do MPF acrescenta uma nova pressão sobre as instituições responsáveis pela defesa e pela segurança nacional.
Assim, o órgão busca uma resposta coordenada para impedir que grupos armados estrangeiros consolidem presença em território brasileiro.
Polícia Federal atua em áreas de fronteira
Paralelamente, a Polícia Federal desenvolve ações integradas em diferentes pontos da Amazônia brasileira.
Em julho, por exemplo, uma operação no Vale do Juruá reuniu forças federais e estaduais contra crimes transfronteiriços.
Durante a ação, os agentes realizaram abordagens terrestres e fluviais. Além disso, as equipes fizeram patrulhamento aéreo e fiscalizações.
As autoridades também visitaram comunidades indígenas e ribeirinhas. Dessa maneira, ampliaram a presença institucional em áreas consideradas estratégicas.
Leia mais sobre a operação integrada no Vale do Juruá.
Da mesma forma, o Ministério da Justiça mantém políticas voltadas à proteção da Amazônia e da faixa de fronteira.
Conheça as políticas federais para proteção da Amazônia e das fronteiras.
Inquérito busca identificar grupos e conexões
Agora, o MPF pretende aprofundar as informações sobre a presença dos grupos armados estrangeiros.
Para isso, o órgão deverá buscar dados sobre a origem dos integrantes, suas áreas de atuação e possíveis conexões com organizações criminosas.
Além disso, a investigação poderá apontar novas medidas de proteção para as comunidades indígenas e ribeirinhas.
Por outro lado, a apuração também deverá esclarecer se houve falhas na fiscalização e no controle da fronteira brasileira.
De todo modo, a cobrança do MPF coloca Forças Armadas e Polícia Federal no centro da resposta estatal.
Assim, o Ministério Público espera que as instituições reforcem a vigilância e apresentem medidas capazes de preservar a soberania nacional.
Leia também
- Forças Armadas ampliam atuação na Amazônia
- Operações do Exército na faixa de fronteira
- Polícia Federal combate organizações criminosas
- Segurança das fronteiras brasileiras
Fontes: Ministério Público Federal, Polícia Federal, Ministério da Defesa e Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Respostas de 4
Fácil ter exercito assim. Só mandar um bando de miseraveis ganhando quase um salario minimo e pronto. Resolvido. Situação miseravel a nossa. Sou st com 30 anos de Serviço, ganho o mesmo que um cabo com 20 anos de servico da Polícia militar aqui de minas.
faz o L. e viva o Lula
MPU, para seu sonho virar realidade você vai ter que propor ao Presidente o fechamento de metade das OM rolhas do Brasil, OM em interior do sertão, em beira mar que não seja anti aérea, OM que nitidamente só serve para fazer faxina e formatura. Como sabemos que isso nunca vai mudar, pois o EB por mais que tenha sobrevivido a passagem do tempo, continua com o pensamento retrógrado de manutenção do pacto federativo pelos Estados membros, essas OM nunca serão desativadas, o efetivo de combate ao crime nunca vai aumentar e a reclamação que fazemos nada sempre vai continuar.
tem de chamar a prf, pf…são missões constitucionais dessas instituições. As FFAA não tem nada aver com isso.