Justiça mantém prisão de soldado do Exército que matou vigilante em acidente de trânsito em Campo Grande

Victor sendo levado pela Polícia Civil após deixar a UPA

Militar estava afastado das funções para tratamento de saúde

A Justiça manteve a prisão preventiva do soldado do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, acusado de matar a vigilante Miriam Rosa Matos em um acidente de trânsito. A vítima retornava do trabalho quando foi atingida pela caminhonete conduzida pelo militar, que dirigia embriagado.

Miriam Rosa Matos foi atropelada pelo soldado do Exército Victor Vicentin Rocha
Miriam Rosa Matos foi atropelada pelo soldado do Exército Victor Vicentin Rocha (Imagens: redes sociais)

O militar estava afastado de suas funções no Exército havia quase um ano para tratamento de saúde. Atualmente, ele permanece preso em um quartel do Exército, à disposição da Justiça.

A decisão que manteve a prisão foi assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. No despacho, o magistrado considerou prejudicado o pedido de revogação da prisão cautelar apresentado pela defesa, por ter sido protocolado antes da audiência de custódia que decretou a prisão preventiva.

A defesa ingressou com habeas corpus no domingo (21). Os advogados alegaram que o soldado é réu primário, possui bons antecedentes, exerce atividade lícita, tem endereço fixo e família constituída. A Justiça rejeitou os argumentos e manteve a custódia.

Dinâmica do acidente

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Miriam Rosa Matos, de 44 anos, pilotava sua motocicleta quando foi atingida por volta das 6h24 da manhã. O teste do bafômetro aplicado ao condutor indicou 0,42 mg/L de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice acima do permitido pela legislação.

De acordo com a apuração, o militar trafegava em alta velocidade. Após a colisão, a vítima foi arremessada da motocicleta e morreu ainda no local. O condutor perdeu o controle da caminhonete, colidiu contra uma árvore e o veículo só parou no estacionamento de uma clínica médica.

Testemunhas relataram que, logo após o acidente, o militar permaneceu no chão, amparado por um rapaz que estaria com ele no veículo. Em estado de choque, chorava e repetia frases como “eu matei alguém” e “isso não tem perdão”, enquanto pedia para ser solto.

Com informações de midiamax

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