Exército “ressuscita” Caxias em vídeo com inteligência artificial no Dia do Soldado (assista)

Marechal Duque de Caxias aparece em imagem gerada por Inteligência Artificial em cerimônia do Dia do Soldado

Representação digital do patrono da Força apareceu na cerimônia em Brasília e destacou a tradição, a formação militar e o espírito do soldado brasileiro.

Durante a cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado, em Brasília, o Exército Brasileiro apresentou, nesta terça-feira (25), um vídeo produzido com inteligência artificial. A gravação recriou digitalmente Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono da Força.

Duque de Caxias aparece como se estivesse na cerimônia

Na produção, a representação digital do Duque de Caxias aparece como se participasse da solenidade. Assim, o personagem narra episódios de sua trajetória militar e relembra as batalhas travadas em defesa do território brasileiro. A tecnologia, portanto, aproximou a figura histórica dos militares que participaram da cerimônia. Além disso, o vídeo reforçou valores associados à trajetória de Caxias, como honra, disciplina e tradição. “Me faço presente não como uma memória distante, mas como a prova de que o espírito do nosso soldado é imortal. Vejo em cada semblante o legado vivo de nossas tradições, uma herança de honra preservada na retidão do soldado”, diz a representação de Caxias no vídeo.

Fala destaca formação das novas gerações

A mensagem também enfatizou a formação dos novos integrantes da Força. Nesse contexto, o personagem citou um cadete da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e um aluno da Escola de Sargentos das Armas (ESA). A AMAN é responsável pela formação dos oficiais combatentes de carreira do Exército. Já a formação de sargentos integra a estrutura de ensino militar da Força. Além disso, o vídeo mencionou o Batalhão da Guarda Presidencial como parte da representação da continuidade institucional do Exército.

Mensagem reforça o papel do soldado

Ao destacar os militares presentes, a representação digital de Caxias associou a postura da tropa à preservação de sua trajetória histórica. “O garbo destes militares não apenas homenageia a minha trajetória, mas reflete a força e a alma de nossa instituição. Saúdo cada soldado. A tropa é a alma da força e o orgulho da nação. Somos e sempre seremos o meu, o seu, o nosso Exército Brasileiro”, diz a gravação. Dessa forma, o vídeo utilizou uma representação criada por inteligência artificial para reforçar a ligação entre o patrono do Exército e as novas gerações de militares. A iniciativa também dialoga com a tradição cultivada pela Força em suas instituições de ensino. Na própria AMAN, cerimônias do Dia do Soldado destacam a memória de Caxias e os valores militares.

Confira o vídeo do Patrono

Dia do Soldado O Dia do Soldado é celebrado em 25 de agosto, data do nascimento de Luís Alves de Lima e Silva. Caxias tornou-se patrono do Exército Brasileiro em 1962. Por isso, a cerimônia reúne militares e autoridades para homenagear os integrantes da Força e preservar a memória de seu principal patrono. Leia também: Exército Brasileiro | Dia do Soldado | Duque de Caxias | Defesa Nacional Fonte: Exército Brasileiro.

Respostas de 3

  1. Se Caxias voltasse à vida e observasse em que estado estão os militares e as FA; e quem são os atuais chefes e representantes das FA, acho que pediria para voltar à sepultura.

  2. A República deveria evitar utilizar-se de figuras históricas da Monarquia para se promover, principalmente porque esses personagens foram fiéis ao imperador e lutaram em defesa da família real e do império. Foi justamente o Exército Imperial Brasileiro que expulsou a família real do território nacional, pondo fim ao império. É razoável supor que, se essas figuras históricas estivessem vivas na época da expulsão da família real, provavelmente teriam se oposto ao movimento e tentado impedir a queda da Monarquia e o surgimento da República.

    Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, ainda jovem, em 1817, aos 14 anos, prestou juramento à Bandeira, em um Brasil que vivia sob o regime monárquico de D. João VI. Ao longo de sua trajetória, demonstrou lealdade à Pátria e à Monarquia, tendo participado das lutas pela consolidação da Independência e servido com fidelidade aos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, aos quais jurara proteger.

    Caxias também teve atuação política ligada ao Partido Conservador, de orientação monárquica, cuja finalidade era a manutenção da ordem, da centralização política em torno do Poder Moderador do imperador e a preservação das estruturas sociais e institucionais vigentes, em oposição às propostas de descentralização e reformas mais rápidas defendidas pelo Partido Liberal. Nesse contexto, Caxias ocupou importantes cargos no Império, chegando à Presidência do Conselho de Ministros e ao Ministério da Guerra. Recebeu sucessivamente os títulos de Barão, Conde, Marquês e, posteriormente, Duque de Caxias, em reconhecimento à sua trajetória militar. Ficou conhecido como “O Pacificador” por sua atuação na pacificação de diversos conflitos internos do Império. Caxias faleceu em 1880, quase uma década antes da Proclamação da República, em 1889.

    Ainda assim, sua vida representa uma trajetória marcada pelo serviço militar, pelo patriotismo, pela lealdade ao soberano e pela defesa das instituições da Monarquia brasileira.

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