Tribunal de Contas avalia convênio com engenheiros militares e admite atuação do Exército na recuperação de trechos problemáticos da MT-170
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) quer ampliar a fiscalização das rodovias estaduais e avalia uma participação direta do Exército Brasileiro nas obras.
A proposta surgiu durante uma mesa técnica criada para buscar soluções para trechos danificados da MT-170, na região de Castanheira e Juruena.
Exército pode atuar nas obras
O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, defende que o Exército participe da execução dos serviços ou ofereça apoio técnico às empresas contratadas pelo Estado.
Segundo ele, a instituição possui estrutura de engenharia e pode atuar por meio de convênios, sem a necessidade de uma nova licitação.
Além disso, Sérgio Ricardo pretende firmar um convênio para permitir que engenheiros militares auxiliem o Tribunal na fiscalização dos empreendimentos rodoviários.
A proposta busca aproveitar a capacidade técnica do Exército para aumentar o controle sobre a execução e melhorar a qualidade das estradas.
Leia também: Exército amplia atuação de sua engenharia em obras de infraestrutura
Fiscalização desde o início
O TCE-MT também pretende mudar a forma de acompanhamento das obras estaduais. A Corte quer fiscalizar os empreendimentos desde o começo até a conclusão.
Dessa forma, o Tribunal pretende identificar problemas durante a execução, antes que falhas no pavimento exijam novas intervenções.
Sérgio Ricardo afirmou que a Corte acompanhará as obras de maneira mais intensa para aumentar a durabilidade das rodovias.
Empresas continuam na MT-170
Enquanto avalia a participação do Exército, o TCE-MT defende a permanência das empresas atualmente contratadas para a MT-170.
O presidente do Tribunal argumenta que uma nova licitação poderia atrasar ainda mais a recuperação dos trechos comprometidos.
Por isso, ele defende que as empresas concluam os serviços e corrijam os problemas identificados.
Na semana passada, Sérgio Ricardo suspendeu cautelarmente os efeitos de uma decisão administrativa da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).
A medida interrompeu, temporariamente, os efeitos da rescisão do contrato com a empresa MT Sul.
Sinfra contesta manutenção dos contratos
A Sinfra, entretanto, apresenta uma posição diferente. Ao recorrer da decisão, a secretaria afirmou que rescindiu os contratos para proteger o interesse público.
Segundo a pasta, a execução da obra chegou a aproximadamente 83%. Contudo, parte dos serviços precisará ser refeita.
Por isso, a secretaria avalia que manter os contratos atuais pode aumentar os prejuízos para a sociedade.
O Estado pretende contratar novas empresas para reconstruir os trechos comprometidos. Além disso, pretende cobrar das responsáveis os custos provocados pelas falhas.
Auditoria vai alcançar toda a malha estadual
O caso da MT-170 também deverá ampliar a fiscalização sobre outras rodovias de Mato Grosso.
O TCE anunciou uma auditoria em toda a malha rodoviária estadual. A análise deverá verificar as condições do pavimento e a execução dos contratos.
Além disso, o Tribunal pretende avaliar a aplicação dos recursos públicos destinados às obras.
Paralelamente, a Corte já realiza uma auditoria específica sobre a MT-170. O trabalho deverá apontar eventuais responsabilidades relacionadas aos problemas encontrados.
Leia também: Fiscalização de obras públicas ganha importância com participação de órgãos de controle
MT-170 tem 271,6 quilômetros
A MT-170 foi estadualizada depois de integrar a BR-174. O objetivo da mudança consistiu em acelerar a pavimentação de 271,6 quilômetros no Noroeste de Mato Grosso.
Entretanto, diferentes entraves atrasaram os trabalhos. Por isso, o TCE instalou uma mesa técnica ainda em 2022 para tentar destravar a obra.
Agora, novos problemas na pavimentação levaram o Tribunal a retomar as discussões sobre a rodovia.
A MT-170 possui importância estratégica para a região. A estrada serve ao transporte da produção agropecuária e madeireira e recebe intenso tráfego de veículos pesados.
Apesar disso, segundo as informações apresentadas ao Tribunal, a rodovia não possui balança para controlar o peso dos caminhões.
Recuperação da estrada entra em nova fase
Os problemas da MT-170 afetam também os moradores dos municípios atendidos pela rodovia.
As condições precárias aumentam o tempo e o custo dos deslocamentos. Além disso, dificultam o transporte de pacientes para centros regionais de saúde.
Nesse cenário, a possibilidade de participação do Exército ganha destaque nas discussões conduzidas pelo TCE-MT.
Agora, o Tribunal e a Sinfra precisam definir como ocorrerá a recuperação dos trechos comprometidos.
A principal questão envolve a permanência das empresas atuais ou a contratação de novas construtoras.
Paralelamente, o TCE avalia a participação de engenheiros militares e até uma atuação mais direta do Exército Brasileiro nas obras rodoviárias de Mato Grosso.
Fonte: Diário de Cuiabá.
Respostas de 3
Na hora de reclamar de déficit do tesouro lembram do militar
mão de obra barata
Mão obra escrava , trabalhei em vários trechos depois quase oito meses pra receber 2% e ainda o imposto descontado.