Exército investe R$ 1,3 bilhão em mísseis e blindados e cita lições da Ucrânia e da Palestina

Imagem ilustrativa, criada por IA

 

Aquisições buscam modernizar a Força Terrestre e adaptar doutrina e equipamentos a conflitos recentes, com foco em mobilidade, proteção e poder de fogo.

 

O Exército Brasileiro destinou cerca de R$ 1,3 bilhão à aquisição de novos sistemas de mísseis e viaturas blindadas, em um movimento de modernização de suas capacidades operacionais. As compras foram justificadas, em documentos internos e apresentações técnicas, com base em experiências recentes de conflitos armados, especialmente os observados na Ucrânia e na Palestina.

Segundo a Força, os confrontos em andamento nesses territórios demonstraram mudanças significativas na forma de conduzir operações terrestres, com maior protagonismo de mísseis de curto e médio alcance, veículos blindados mais protegidos e integração entre sensores, drones e unidades de manobra. Essas lições vêm sendo analisadas para orientar a adaptação da doutrina militar brasileira a cenários considerados mais complexos e tecnologicamente exigentes.

O investimento faz parte de um esforço mais amplo de preparação para “ameaças contemporâneas e futuras”, expressão usada pelo Exército para descrever riscos que vão desde conflitos convencionais até operações assimétricas, com emprego intensivo de tecnologia. A avaliação interna aponta que guerras recentes evidenciaram a vulnerabilidade de meios antigos e a necessidade de maior mobilidade, proteção e poder de fogo.

Além do aspecto técnico, o plano de aquisições ocorre em um contexto regional sensível. Fontes militares apontam que tensões no entorno das fronteiras brasileiras, ainda que tenham arrefecido, contribuíram para acelerar decisões de reaparelhamento, reforçando a defesa terrestre e a capacidade de dissuasão.

A modernização, no entanto, levanta debates sobre prioridades orçamentárias e o impacto fiscal dos investimentos em defesa. Integrantes do governo afirmam que os gastos seguem planejamento de longo prazo e não representam mudança na política externa brasileira, enquanto analistas destacam que a atualização do arsenal reflete uma tendência global de adaptação às guerras observadas em tempo real.

O que o Exército está comprando

Valor total estimado: R$ 1,3 bilhão

Principais aquisições:

  • Sistemas de mísseis

    • Mísseis de curto e médio alcance, voltados para aumento do poder de dissuasão e da capacidade de resposta rápida

    • Integração com sensores, radares e sistemas de comando e controle

  • Viaturas blindadas

    • Blindados sobre rodas e lagartas, com maior nível de proteção balística

    • Ênfase em mobilidade, sobrevivência da tropa e atuação em ambientes urbanos e híbridos

Referências operacionais:

  • Conflitos recentes na Ucrânia e na Palestina, que evidenciaram:

    • Vulnerabilidade de meios antigos

    • Importância do emprego combinado de blindados, mísseis, drones e inteligência em tempo real

Objetivo declarado:

  • Preparar o Exército Brasileiro para ameaças contemporâneas e futuras, com atualização doutrinária e tecnológica.

Com informações da Folha de São Paulo

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