Reconhecimento militar no Rio Tiquié desmente boatos e confirma cenário de tranquilidade na divisa entre Brasil e Colômbia.
Uma operação de reconhecimento do Exército Brasileiro desmontou o boato sobre a presença de uma grande força armada no Amazonas. Militares patrulharam a calha do Rio Tiquié, no município de São Gabriel da Cachoeira. Contudo, a tropa não encontrou estruturas paramilitares, combatentes armados ou tropas estrangeiras em solo nacional. As informações são do jornalista Elias Pedroza, da página Norte Investigação.
Patrulha militar desmente boatos regionais
O Exército enviou soldados do 6° Pelotão Especial de Fronteira e do 5º Batalhão de Infantaria de Selva para examinar a região. O tenente-coronel Frederico Inácio Barros Silva comandou as ações em campo. Consequentemente, o oficial esclareceu que os relatórios sobre a presença de 2 mil homens armados não passam de boatos.
Na verdade, os militares percorreram o Igarapé Castanho por dez dias consecutivos. Portanto, a equipe inspecionou os locais citados nos relatos populares, mas não encontrou qualquer ameaça. Segundo o comandante, os dados da inteligência apontavam apenas para a circulação de quatro a cinco estrangeiros no local.
Para entender como funcionam as operações de defesa militar na região amazônica, consulte o guia oficial sobre a estratégia de defesa nacional da Amazônia.
Lideranças indígenas detalham a rotina local
Além das patrulhas militares, a equipe de reportagem visitou a comunidade indígena São Felipe. O povoado fica às margens do Rio Tiquié, a cerca de duas horas da Colômbia. No local, a reportagem entrevistou a liderança Damião Amaral, conhecido regionalmente como o capitão da comunidade.
Damião explicou que os moradores observaram cerca de seis pessoas estranhas circulando na área recentemente. No entanto, os residentes não identificaram os suspeitos. Além disso, a comunidade não confirmou nenhuma ligação desses indivíduos com dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Você também pode ler mais sobre a logística e a cultura das populações ribeirinhas na nossa cobertura especial sobre a vida nas comunidades da Amazônia.
Vigilância permanente protege o território nacional
Entretanto, o Exército ressalta que a travessia de estrangeiros na fronteira nem sempre representa atividade militar armada. Por exemplo, muitas pessoas cruzam a divisa apenas para buscar alimentos e itens de subsistência nas vilas brasileiras.
Atualmente, cerca de 420 militares garantem a segurança regional nos Pelotões Especiais de Fronteira. De acordo com o tenente-coronel Frederico, o Exército responderá imediatamente a qualquer invasão armada. Além disso, tropas de prontidão em São Gabriel da Cachoeira podem se deslocar rapidamente por rios ou aeronaves para reforçar a defesa.
Finalmente, a equipe de apuração acompanhou os deslocamentos militares por diversos pontos do Rio Tiquié. Da mesma forma, os jornalistas constataram a ausência de acampamentos clandestinos ou grupos rebeldes na fronteira brasileira.
Respostas de 4
A única presença é de colombianos igual aqui no sul que está cheio de venezuelanos, cubanos e haitianos. Os índios vivem mentindo para poder ganhar alguma vantagem do exército que naquela vasta região funciona como uma espécie de quarto poder, fazendo SOZINHO o papel de secretária da saude, segurança e defesa, pois as demais instituições simplesmente não existem por limitação técnica e logística.
Pois é….esse é o ônus de sermos uma grande e próspera nação….Todos querem vir pra cá.
Eu acredito mais no jogo do bicho, do que em determinadas instituições.
Alguém (e todo mundo sabe que quem são) espalhando boatos para aterrorizar e tumultuar o país. Lembram quando espalharam fake sobre a fragata tamandaré quando esta esteve na Argentina? Pois é…. disseminaram a falsa informação de que o “convôo do navio não tinha aguentado o peso da aeronave orgânica e com isso, cedido ao ao peso”? Pois é…..com certeza são os mesmos novamente. Pobre Brasil. Com esse tipo de inimigo interno NÃO precisamos de inimigo EXTERNO.