Representante de Washington defende investimentos de até 3,5% do PIB em Defesa e apresenta a “Doutrina Donroe” como nova estratégia para a segurança no Hemisfério Ocidental.
Os Estados Unidos defenderam que os países da América Latina aumentem significativamente os investimentos em Defesa para enfrentar o narcotráfico e o crime organizado. Durante a Conferência de Ministros da Defesa das Américas, realizada em Cusco, no Peru, o subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, afirmou que os atuais níveis de investimento da maioria dos países da região são insuficientes diante das ameaças à segurança.
Em seu discurso, Colby apresentou a chamada
“Doutrina Donroe”, estratégia adotada pelo governo Donald Trump em seu segundo mandato para redefinir a política de segurança dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental. Segundo ele, Washington pretende fortalecer a cooperação militar regional sem reproduzir modelos intervencionistas do passado.
EUA cobram aumento dos investimentos militares
Colby afirmou que muitos países latino-americanos destinam menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) à Defesa, percentual que, segundo ele, não corresponde aos desafios impostos pelo narcotráfico e pelas organizações criminosas.
“Não há razão para que países que enfrentam ameaças significativas do narcoterrorismo gastem tão pouco com Defesa.”
O representante americano citou como referência os recentes compromissos assumidos por integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que caminham para investir 3,5% do PIB em despesas militares, além de 1,5% adicional em áreas ligadas à segurança.
De acordo com dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), o Brasil investe aproximadamente 1,05% do PIB em Defesa. O índice fica abaixo dos registrados pela Colômbia (3,2%), Uruguai (2,28%) e Equador (2,1%).
“Doutrina Donroe” amplia foco dos EUA na segurança regional
Durante a conferência, Colby afirmou que a administração Trump passou a tratar o combate ao narcotráfico como prioridade estratégica da política de Defesa dos Estados Unidos.
Segundo ele, a nova “Doutrina Donroe” representa uma releitura da histórica Doutrina Monroe, agora voltada ao enfrentamento das organizações criminosas transnacionais que atuam no continente.
“O governo americano não separa mais sua estratégia de defesa dos impactos provocados pelo tráfico de drogas, pela violência e pela imigração ilegal.”
Estratégia acompanha operações militares na região
A nova política ocorre após uma série de ações militares promovidas pelos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca.
Nos últimos meses, Washington intensificou operações no Caribe e na costa do Pacífico contra embarcações suspeitas de ligação com o narcotráfico, apoiou ofensivas de forças de segurança no Equador e retomou exercícios militares em áreas de selva no Panamá após mais de duas décadas.
O governo americano também classificou recentemente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, além de manter pressão sobre o México para ampliar o combate à produção e ao tráfico de fentanil.
Washington oferece cooperação, mas cobra compromisso político
Colby afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a apoiar os países latino-americanos na recuperação do controle territorial e no fortalecimento das fronteiras.
Segundo ele, o sucesso dessa cooperação dependerá do comprometimento político dos governos da região.
“Estamos aqui para ajudar os países a recuperar o controle de seus territórios, desmantelar os narcoterroristas e fortalecer sua soberania. Mas isso só funcionará se houver vontade política, clareza e seriedade.”
EUA dizem priorizar interesses próprios
Ao encerrar o discurso, o subsecretário afirmou que os Estados Unidos não buscam controlar recursos naturais nem estabelecer relações de dependência com os países latino-americanos.
Segundo Colby, o governo Trump conduz sua política externa com base no princípio
“América em Primeiro Lugar”, priorizando os interesses nacionais dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que defende o fortalecimento das capacidades de defesa dos parceiros do continente.
Respostas de 2
“Paresque” que o Desgoverno Lola, mesmo num eventual segundo mandato, terá MUITOS problemas!!!
Enquanto isso na Brasuela, corte de 4 bi na Defesa, projetos com atrasos intermináveis e soldos Miseráveis!
“Vai Braza”
“Viva a soberania”
Exatamente, subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby.
O problema é que os militares das FFAA do Brazil só pensa em aumento, reajuste salarial.