Estudo propõe reforma nas Forças Armadas e prevê fim de generais de quatro estrelas nos comandos militares

Defesa planeja reforma estrutural das Forças Armadas

Proposta em discussão no Ministério da Defesa transferiria o comando operacional para uma estrutura conjunta permanente, fortaleceria o Estado-Maior Conjunto e reservaria o posto de quatro estrelas para funções estratégicas.

Um estudo divulgado pelo jornalista especializado Nelson Düring, editor do site Defesa Net, aponta que o Ministério da Defesa analisa uma ampla reforma na estrutura das Forças Armadas, considerada a mais profunda desde a criação da pasta, em 1999. A proposta prevê mudanças no comando operacional, na gestão de aquisições militares e na carreira dos oficiais-generais, com destaque para a possibilidade de extinguir o posto de general de quatro estrelas nos comandos do Exército, da Marinha e da Força Aérea. Pelo modelo em discussão, as três Forças continuariam responsáveis pelo recrutamento, formação de militares, treinamento, manutenção de equipamentos, desenvolvimento de doutrina e preparação de suas capacidades operacionais. O emprego dessas capacidades, porém, passaria a ficar sob um comando conjunto permanente, vinculado ao Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A mudança aproximaria o Brasil do modelo adotado por diversos países, nos quais um único comando coordena operações militares integradas envolvendo meios terrestres, navais, aéreos, espaciais e cibernéticos.

Quatro estrelas apenas para o comando conjunto

O ponto mais sensível da proposta envolve a carreira dos oficiais-generais. O estudo relata que uma das alternativas em análise limita o posto máximo dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ao grau de três estrelas. Nesse cenário, as quatro estrelas deixariam de identificar os chefes das Forças Singulares e seriam reservadas ao comandante operacional conjunto das Forças Armadas e a outras funções estratégicas de caráter nacional. Segundo o estudo, a medida representaria uma mudança de cultura ao deslocar o ápice da carreira militar do comando de uma força específica para a liderança integrada de todo o instrumento militar brasileiro.

Ministério da Defesa ganharia protagonismo

A proposta também prevê maior concentração de atribuições no Ministério da Defesa. Além de assumir o comando operacional conjunto, a pasta passaria a centralizar a gestão dos grandes programas de aquisição de equipamentos militares. As Forças continuariam definindo os requisitos técnicos dos projetos, enquanto o ministério ficaria responsável pelas negociações, contratações e gerenciamento dos programas estratégicos. Os defensores da iniciativa afirmam que a centralização pode reduzir sobreposições, aumentar o poder de negociação do Estado e fortalecer o planejamento integrado da Defesa. Já os críticos alertam para riscos de burocratização e perda de autonomia das Forças.

Debate ainda está em fase inicial

O estudo ressalta que a proposta ainda não possui caráter oficial e permanece em discussão nos bastidores do Ministério da Defesa. Caso avance, a reforma poderá redefinir a distribuição de poder entre as Forças Armadas e o ministério, fortalecendo o Estado-Maior Conjunto como centro permanente de planejamento e condução das operações militares. Na avaliação apresentada por Nelson Düring, a reorganização busca adaptar a estrutura militar brasileira às exigências dos conflitos modernos, marcados pela integração entre diferentes domínios operacionais, como guerra cibernética, inteligência, espaço e operações multidomínio. Ao mesmo tempo, o autor observa que o sucesso da reforma dependerá da capacidade do Ministério da Defesa de desenvolver quadros especializados e evitar o aumento da burocracia. Confira o artigo na íntegra, no site Defesa Net

Respostas de 34

    1. Se os generais não observarem o que querem fazer das forças armadas, vai haver um verdadeiro desastre. Poderemos ter cabos comandando as forças armadas pelo caminhar em que a carruagem está se direcionando, reduzindo salário para salário único como salário mínimo. se deixar vão criar uma guarda nacional, como o Irã, e escluir as forças armadas. todos os dias estamos assistindo ataques às forças armadas. onde vai chegar isto? quem tem a responsabilidade de travar isso? o aviso está dado.

    1. Estudo propõe reforma nas Forças Armadas e prevê fim de Sargentos de quatro, Cinco e Seis Gaivotas nos comandos militares e aplicação do plano de Reserva voluntária Remunerada Imediata para quem assim desejar. A medida será de publicação para ontem. Ninguém aguenta mais. A partir disso as Forças terão somente Generais e Soldados.

  1. os inteligentes devem aceitar como bom subservientes. Esse papo e igual ao usado para criação desse ministerios da Indefesa. com promessas a mil.. o resultado esta ai.

  2. Em vez de ficar perdendo tempo com essas coisas, deveríamos olhar para o agora e nos tornamos mais eficientes, exclui um monte de OM rolha, meio mundo de Cia deslocada, o certo seria dobrar as capacidades das regiões Norte e centro oeste, por onde entram as drogas e armas deste país.

      1. Dependendo da situação somente as forças armadas conseguem dizimar essa raça de bandidagem. o que tem que ser feito é extinguir Polícia Federal, Estadual e polícia civil, passando toda a verba para manutenção das forças armadas colocando a responsabilidade de policiamente ostensivo nas cidades sobre a responsabilidade das forças armadas e ponto final já que nunca conseguem extinguir a bandidagem.

  3. Em terras tupiniquins, isso resultará em mais cargos e burocracia.

    Sinecuras e prebendas são a essência da República da “terra dos papagaios”.

  4. Eu admiro a inteligência emocional do presidente Lula. Disse um certo General.
    O presidente Lula tem uma visão Geoestratégica kkkkkkkkkkkkkkk. Assim disse um certo almirante de esquadra, sem Esquadra.

  5. Isso é antigo e teriam que criar comandos militares com a mesma abrangência para que ocorresse a interoperabilidade militar, seria como cada comando regional se comportar como se fosse uma estrutura única o que já se mostrou inviavel já que os meios de uma região estão sempre cobrindo a lacuna de outros. De qual força seria o general 4 estrelas comandante? E depois de comandar haveria o rodízio entre eles?

    1. Tem que papirar mais, pois Não se escreve “proclastinar” e sim “procrastinar”. Desse jeito só consegue passar em concurso igual da ESA, tipo companhia municipal de limpeza urbana e afins.

  6. Na prática é o governo brasileiro assumindo de vez a autoridade sobre as ffaa. Hoje o governo brasileiro tem uma definição ou um projeto político e os militares têm outro tipo,…..o governo não está ao lado do império pois tem ou defende projeto que visa desfazer o controle do império sobre nosso país e os mitares, vão aos eua, otan/ israel e simplesmente desconhecem e nem lhes interessa saber qual a política nacional deve ser seguida. compram bilhões de dólares em armas justamente nos nossos inimigos eua/europa/ israel. Isso era certo que acabaria um dia.

    1. Sim, nossos amigos são Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e Rússia. Devemos seguir o modelo deles, os quais tem os melhores e mais preparados exércitos do mundo. Vi um vídeo onde soldados norte coreanos marchavam impecavelmente e isso é uma baita demonstração do quanto são bons e deveríamos tentar chegar ao nível deles. Também vi outro vídeo onde suas forças especiais quebravam tijolos com murros, chutes e com a cabeça, isso sim é alto nível de treinamento. Lule sempre tem razão.

  7. É muito cara de 4 estrelas na FAB (EXÉRCITO, NEM SE FALE), já passou da hora disso ser limitado a somente o Cmt de cada força, e toda alinha de comando de baixo, 3 estrelas e assim sucessivamente! Basta ver o organograma do alto comando, tem muita estrela pra pouco pirao, Inclusive previdência e sistema de saúde!

    1. Se tirassem esse monte de vagas rolhas de General nas Forças, não sobraria mais nenhum oficial que hoje segue na carreira de olho nas benesses estrelares.

      Correria o risco das Forças ficarem eficientes sem tantos caciques e Subcaciques.

  8. De fato, 3 níveis de oficiais generais não tem utilidade prática, só aumenta a despesa, a burocracia e trava a ação, quando ela deve ser necessária e rápida.

    O problema de acabar é que quem perde, ou está na expectativa de ganhar, tem influência e não vai ficar inerte vendo o seu desejo ser liquidado.

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