Drones de ataque: Exército acelera testes para equipar tropas em meio à corrida com o crime armado

Drones de ataque

Avaliação inédita no Rio analisou mais de 30 modelos, mas nenhum foi aprovado na primeira fase

Com informações do Jornal da Band

Testes inéditos no Rio de Janeiro

O Exército Brasileiro iniciou nesta terça-feira (30) uma fase inédita de testes com drones de ataque para definir quais sistemas poderão integrar, no futuro, o arsenal nacional. A equipe técnica realizou as avaliações no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), no Rio de Janeiro, como parte do processo de pré-qualificação de novos equipamentos.

Ao longo de dez dias, os militares colocam à prova mais de 30 modelos, entre drones lançadores de explosivos e versões kamikazes. Em um dos ensaios, um equipamento tentou atingir um alvo a 1,5 quilômetro de distância, enquanto operadores acompanharam toda a ação a partir de uma sala de controle.

Nenhum modelo aprovado na primeira fase

Quinze empresas — sendo uma estrangeira — participaram da primeira etapa. No entanto, os avaliadores não aprovaram nenhum sistema para operar com drones armados. Segundo o general de brigada Carlos Vasconcelos, diretor de fabricação da Força Terrestre, a munição apresentou falhas durante os testes.

“Como vocês viram, a munição não funcionou como esperado. Vamos precisar de mais tempo e firmar parcerias com os drones que foram qualificados. Acredito que, em cerca de seis meses, possamos retornar ao CAEx para refazer os testes”, afirmou o general.

Modernização do Exército

A avaliação integra o Projeto Força 40, iniciativa voltada à modernização do Exército e à incorporação de tecnologias já utilizadas nos conflitos contemporâneos. Os equipamentos que superarem a fase de qualificação poderão ser adquiridos junto à Base Industrial de Defesa Nacional ou a fornecedores estrangeiros.

Drones e as novas táticas de guerra

Os drones transformaram profundamente as táticas militares. A guerra na Ucrânia evidenciou o uso intensivo desses sistemas, desde drones FPV empregados para perseguir soldados em campo até ataques de longo alcance, capazes de destruir alvos estratégicos dentro do território inimigo.

Entraves legais no Brasil

No Brasil, o uso militar de drones armados ainda enfrenta lacunas legais. Atualmente, as polícias Civil e Militar utilizam drones apenas para monitoramento e coleta de informações. A liberação de equipamentos com armamento letal depende de regulamentação específica. Um projeto de lei que autoriza esse tipo de uso, inclusive em operações policiais, tramita na Câmara dos Deputados sem previsão de votação.

Crime organizado já usa drones armados

Para o consultor em segurança Rildo dos Anjos, o poder público corre o risco de ficar para trás. “A tecnologia avançou muito rapidamente. Se o Estado não acompanhar essa evolução, a diferença entre os recursos das forças legais e os das organizações criminosas tende a aumentar”, alertou.

Essa defasagem já se reflete nas ruas. Grupos criminosos utilizam drones com frequência para monitorar e atacar policiais e facções rivais. Na semana passada, um morador de Rio das Pedras ficou ferido após uma granada lançada por um drone durante uma disputa entre facções. Em uma megaoperação realizada no fim do ano passado, traficantes chegaram a lançar bombas contra forças policiais com o auxílio desses equipamentos.

Confira a reportagem do Jornal da Band

Respostas de 2

  1. Passou da hora do EB usar isso para defender a população contra o narcoterrorismo de Estado que a população está vivendo. Organizações criminosas estão aliadas contra a população, atentando às suas casas e matando pais de família e trabalhadores e defendendo o tráfico. veja mais um dos milhaes de casos: facebook.com/share/v/1Jf35xAv8Z/

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