Exército dos EUA gasta R$ 1 bi com oito exemplares do caminhão mais caro do mundo

Caminhão TITAN da Palantir é equipado com sistemas de última geração para mapear o terreno e guiar mísseis para o exército americano. Cada unidade do veículo custa US$ 24 milhões

US Army pagou R$ 122 milhões por cada unidade do Palantir Titan, veículo de inteligência que combina sensores, inteligência artificial e capacidade de orientar ataques com mísseis

O Exército dos Estados Unidos vai gastar quase R$ 1 bilhão na compra de apenas oito unidades do caminhão mais caro do mundo.

Trata-se do Palantir Titan, veículo militar de inteligência que custa cerca de US$ 24 milhões, ou mais de R$ 122 milhões, por unidade.

Titan transforma caminhão em estação de batalha

O Titan, porém, não funciona como um caminhão militar convencional. Na prática, ele atua como uma estação de batalha móvel, equipada com sensores e sistemas de inteligência artificial.

Além disso, a plataforma coleta informações sobre o campo de batalha. Em seguida, cruza esses dados com informações de radares, satélites militares e outros sensores.

Dessa maneira, o sistema processa grandes volumes de informações em tempo real. Assim, consegue produzir dados para apoiar a localização e o direcionamento de alvos.

Por isso, o projeto busca reduzir o intervalo entre a detecção de uma ameaça e o lançamento de um míssil.

Dois contratos somam US$ 192 milhões

Para adquirir as oito unidades, o Exército americano assinou dois contratos. Juntos, eles chegam a US$ 192 milhões, aproximadamente R$ 980 milhões.

Primeiramente, a Palantir recebeu US$ 127 milhões. A empresa ficará responsável pela construção do sistema e por seus principais componentes.

Por outro lado, a Anduril recebeu US$ 65 milhões. A companhia fornecerá tecnologias para mira, sensores e processamento de dados.

Segundo a Palantir, o Titan representa o primeiro veículo do Exército dos EUA desenvolvido com uma arquitetura definida por software e inteligência artificial.

Plataforma utiliza caminhão militar 6×6

Apesar da tecnologia embarcada, o Titan utiliza uma plataforma já empregada pelas forças americanas. Trata-se do M1083, caminhão militar médio com tração 6×6.

O veículo possui capacidade para transportar até cinco toneladas. Além disso, utiliza um motor Caterpillar 3116 de seis cilindros e 6,6 litros.

O propulsor entrega 290 cavalos de potência e 1.160 Nm de torque. Por sua vez, uma transmissão automática Allison de sete velocidades controla a transferência de força.

O conjunto também utiliza pneus Goodyear 395/85R20. Entretanto, o veículo tem velocidade máxima limitada eletronicamente a 93 km/h.

Ao mesmo tempo, sua autonomia chega a aproximadamente 1.000 quilômetros. Assim, a plataforma consegue operar por longos períodos sem necessidade de reabastecimento.

Exército americano terá 17 unidades

As oito novas unidades vão se juntar aos nove protótipos que o Exército americano já opera. Portanto, a frota chegará a 17 veículos.

Além disso, o desenvolvimento do Titan exigiu investimentos superiores a US$ 200 milhões. Segundo informações da Palantir, o programa alcançou aproximadamente US$ 230 milhões em custos de desenvolvimento.

O valor elevado ajuda a explicar o preço final de cada unidade. Afinal, o Titan reúne uma plataforma militar, sensores avançados, processamento de dados e inteligência artificial.

Inteligência artificial acelera decisões

O principal diferencial do Titan, contudo, está nos sistemas eletrônicos instalados no veículo.

Por meio deles, o caminhão consegue integrar diferentes fontes de informação. Em seguida, transforma esses dados em informações úteis para os comandantes e operadores.

Dessa forma, o Exército americano pretende acelerar o chamado ciclo de detecção e engajamento.

Na prática, a tecnologia busca diminuir o tempo entre identificar um alvo e fornecer informações para orientar uma arma contra ele.

Um caminhão muito diferente dos convencionais

Portanto, o Titan está longe de cumprir apenas funções de transporte. Na realidade, o veículo funciona como um centro de inteligência sobre rodas.

Além disso, sua integração com inteligência artificial representa uma mudança na forma como as forças militares processam informações no campo de batalha.

Por fim, o programa mostra a aposta do Exército dos Estados Unidos na combinação entre veículos militares, sensores, software e inteligência artificial.

Assim, o chamado caminhão mais caro do mundo passa a cumprir uma função estratégica: transformar dados coletados no campo de batalha em informações para decisões militares mais rápidas.

Fonte

Estadão, com informações da Palantir.

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Fonte externa: Palantir

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