Brasil mantém missão humanitária na Venezuela com hospital de campanha e apoio logístico

Militar da Marinha durante atendimento a vítima do terremoto que atingiu a cidade de La Guaira — Imagem: Marinha do Brasil

Hospital de campanha já ultrapassou mil atendimentos médicos; equipes brasileiras seguem atuando no socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país no fim de junho.

Ações do Brasil na Venezuela após terremoto – Imagem: Ministério da Defesa
As equipes brasileiras continuam prestando assistência humanitária à população da Venezuela afetada pelos terremotos registrados em 24 de junho. A missão reúne militares e profissionais de saúde em ações de atendimento médico, transporte de suprimentos, logística e resgate, em cooperação com as autoridades venezuelanas e organizações internacionais. Os tremores provocaram o desabamento de prédios, danos à infraestrutura urbana e deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados. Desde então, as equipes de emergência concentram os esforços no atendimento às vítimas, na remoção de escombros e na busca por desaparecidos. O governo brasileiro iniciou a operação em 26 de junho, quando enviou as primeiras equipes e materiais de ajuda humanitária. Desde então, aeronaves da Força Aérea Brasileira transportaram militares, equipamentos, medicamentos e insumos para as áreas atingidas.

Hospital de campanha supera mil atendimentos

O principal ponto de atendimento brasileiro funciona em um hospital de campanha instalado pela Marinha do Brasil na cidade de La Guaira. A unidade já realizou mais de mil atendimentos médicos, distribui diariamente mais de 400 medicamentos e executou cirurgias de baixa complexidade. As equipes também estabilizaram oito pacientes em estado grave, incluindo pessoas com suspeita de infarto e um idoso que necessitava de internação prolongada. Após os primeiros atendimentos, todos foram encaminhados para hospitais da rede local. Segundo os responsáveis pela operação, o hospital conta com 99 militares, sendo 43 profissionais da área da saúde e 56 Fuzileiros Navais responsáveis pelo apoio operacional e pela segurança da estrutura. Até o momento, a unidade não atendeu cidadãos brasileiros. O hospital permanece aberto tanto para pacientes encaminhados pelas autoridades responsáveis pela coordenação da resposta humanitária quanto para moradores que procuram atendimento diretamente no local.

Operação mobiliza alimentos, água e medicamentos

Além da assistência médica, a missão brasileira mantém uma ampla operação logística. O Exército Brasileiro enviou:
  • 10 mil cestas básicas;
  • 10 mil litros de água;
  • 540 kits de higiene;
  • 200 colchões;
  • 3 mil unidades de produtos de limpeza;
  • Medicamentos e insumos médicos.
A Força Aérea Brasileira realizou cinco voos na operação, três deles destinados ao transporte de equipes e materiais para as áreas afetadas. As aeronaves também repatriaram 15 brasileiros.

Missão reúne 184 profissionais

A operação brasileira mobiliza atualmente 184 profissionais. Entre eles estão equipes especializadas em busca e salvamento formadas por 31 socorristas de São Paulo, 30 de Minas Gerais e 10 do Paraná, que atuam em conjunto com equipes venezuelanas e representantes de outros países. Além do Brasil, outras nações instalaram hospitais de campanha e estruturas temporárias de atendimento para ampliar a assistência às vítimas, reforçando o caráter internacional da resposta ao desastre.

Respostas de 2

  1. A marinha consegue mobilizar um hospital de campanha. O exercito com seus medicos “nutellas”, nao conseguem mobilizar uma “UPA”, precisam ver a peleja pra levar 1(um) medico para operacao Acolhida, uma falta de profissionalismo no nivel “Hard”. Temos que melhorar isso!

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