Militares mortos em acidente serão sepultados hoje no RS

Exército lamenta acidente no RS e reitera que causas serão investigadas
Dois militares morreram e sete ficaram feridos no domingo (2).
Do G1 RS

 Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (3) para informar os resultados da Operação Ágata, o comando do Exército na Região Sul do país lamentou o acidente que vitimou dois militares e deixou outros sete feridos na manhã de domingo (2), na BR-471, que liga Rio Grande à Reserva Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul. Um dos feridos segue internado na UTI após cirurgia.

O general Carlos Bolivar Goellner reiterou que as causas do acidente serão investigadas. O Comando Militar do Sul já havia informado no domingo que um Inquérito Policial Militar será instaurado ainda nesta semana.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os militares que estavam na traseira do veículo não usavam cinto de segurança. Na coletiva, o Exército informou que as viaturas são equipadas com o equipamento, e que as tropas são orientadas a usar o cinto. Eles estavam a serviço da Operação Ágata, que tem o objetivo de combater, entre outros crimes, o narcotráfico, o contrabando, o tráfico de armas, os crimes ambientais, os roubos de veículos e a imigração ilegal nas fronteiras.
O veículo em que os militares estavam saiu da pista no km 518 da rodovia e capotou. Conforme o setor de comunicação do 18º Batalhão de Infantaria Motorizado, de Sapucaia do Sul, o velório dos militares mortos começou pela manhã é reservado a familiares. O sepultamento está previsto para as 17h desta segunda, no Cemitério Ecumênico Cristo Rei, em São Leopoldo
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G1/montedo.com

Respostas de 4

  1. Lembro perfeitamente, meados dos anos 90, um colega meu, sargento mecânico de viaturas, preocupado com os acidentes que aconteciam naquelas estradas de saicã, estradas de saibro e muito íngremes, onde constantemente capotavam viaturas. Esse sargento tentou de tudo para convencer o comandante da minha unidade a colocar pelo menos um "santo antônio" nas viaturas, porque os cajados não oferecem segurança nenhuma em caso de capotagem. Pois até hoje nunca alguém levou em conta essa possibilidade. A questão é que uma viatura virando, com material e pessoal no mesmo espaço, sem cintos de segurança (inexistentes), sem uma barra de proteção no teto, obviamente que se alguém sobreviver será por pura sorte. Esse acidente não foi uma fatalidade. Embora o código de transito não exija cinto de segurança, o bom senso, o planejamento, a preocupação com a integridade da tropa deveriam impedir que esses jovens fossem expostos a essa situação de alto risco. Quem se acidenta nessas condições tem mais chance de morrer do que quem se acidenta de moto, pois nem tem a possibilidade de preparar o corpo para o impacto, morre sem nem saber o motivo. Existe negligência em todos os níveis para que essas coisas aconteçam. Para o exército, duas mortes, são supridas na próxima incorporação, não há perdas, apenas uma nota lamentando o ocorrido. Para as famílias, certamente uma perda irreparável para todo o sempre. Perder um jovem soldado em combate é um risco que não se pode evitar na totalidade, porém desperdiçar vidas por negligência e imprudência é vergonhoso.
    Existem por trás desse triste episódio muitas variáveis a serem consideradas. Porque não permitir que motoristas possam estabilizar? Já que é uma QM de difícil formação e interfere diretamente na segurança de todos os demais. Adianta exigir que os militares nos deslocamentos estejam com capacete de aço-fibra? Seria essa a melhor maneira de proteger quem está no interior da viatura?
    A questão é que dois jovens saíram de suas casas para cumprir uma missão e jamais voltarão.
    As viaturas não se deslocavam em comboio? Qual era a velocidade estipulada para a coluna de deslocamento?
    Mais uma vez no Brasil e no exército, veremos medidas preventivas serem adotadas depois do fato ocorrido. Primeiro perdem-se vidas para depois haver a preocupação, não com as vidas, mas com a responsabilidade que possa recair sobre os comandantes.

  2. É bem como foi falado aí em cima, os dois combatentes são apenas estatística para o EB, já para as famílias resta a dor. Cinto de segurança em carroceria de viatura? Me desculpe, mas eu NUNCA vi. E mesmo se houvesse, provavelmente não evitaria o pior. A verdade é que, infelizmente, contamos com a sorte em muitas atividades…

  3. Sinceramente, eu considero as Marruás de baixa qualidade. O único ponto positivo e que salva a viatura é o seu motor, pois o resto é nada mais nada menos que um projeto um pouco melhorado da falida ENGESA. Venderam tais projetos para AGRALE e o Exército optou, após vários testes, por adquirir tais materiais. A maior parte desses veículos apresenta problemas nos primeiros dias de uso. O grande problema das viaturas Engesa era justamente a estabilidade nas estradas. Será que não aperfeiçoaram esses modelos novos?

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