Do supermercado à segunda jornada, perda de poder de compra leva famílias militares a reorganizar despesas e alimenta debate por recomposição salarial.
No supermercado, a conta é refeita antes de chegar ao caixa. Em casa, despesas são adiadas, parcelas se acumulam e o cartão de crédito vira uma extensão do orçamento. Fora do quartel, surgem relatos de militares dirigindo por aplicativo, trabalhando como garçons, vigias ou procurando outras formas de complementar a renda. Por trás das tabelas de soldos, a discussão sobre reajuste nas Forças Armadas ganhou uma dimensão cotidiana: quanto custa manter uma família quando o salário não acompanha, na mesma percepção de quem paga as contas, a elevação do custo de vida?
A situação exige cuidado para não transformar relatos em uma estatística inexistente. Não há levantamento público que demonstre quantos militares das Forças Armadas estão endividados ou trabalham como motoristas de aplicativo. Há, porém, relatos publicados sobre integrantes e veteranos da Marinha, Exército e Aeronáutica recorrendo a atividades como Uber, garçom e vigia para obter renda adicional. A repercussão desses casos tornou-se parte do debate sobre remuneração militar em 2026.
Quando o problema deixa o contracheque e chega à mesa da família
A pressão financeira não aparece apenas quando falta dinheiro. Ela começa nas pequenas escolhas: trocar uma marca no supermercado, reduzir uma compra, postergar uma despesa doméstica ou rever o orçamento dos filhos. Para uma família, inflação não é apenas um índice divulgado mensalmente. É a diferença entre aquilo que cabia no carrinho há alguns anos e aquilo que o mesmo salário consegue levar para casa agora.
O próprio governo reconheceu formalmente esse problema ao justificar o reajuste concedido aos militares em 2025 e 2026. Na exposição de motivos da medida, os ministérios da Defesa e do Planejamento afirmaram que:
“A inflação acumulada nos últimos anos resultou em defasagem na remuneração dos militares e pensionistas das Forças Armadas.”
O Executivo sustentou que a recomposição buscava mitigar os efeitos dessa perda, dentro dos limites orçamentários. A solução adotada foi um reajuste linear dividido em duas parcelas de 4,5%, a primeira com efeitos financeiros a partir de abril de 2025 e a segunda em janeiro de 2026. A medida alcançou militares da ativa, reserva e pensionistas e posteriormente foi convertida na Lei nº 15.167/2025.
Portanto, afirmar que os militares ficaram sem qualquer reajuste recente seria incorreto. O ponto central da discussão atual é outro: se a recomposição realizada foi suficiente e como evitar que novas perdas inflacionárias voltem a se acumular entre reajustes pontuais.
O orçamento aperta e a segunda renda entra em cena
É nesse ponto que uma imagem incômoda ganhou espaço nas discussões da comunidade militar: o integrante das Forças Armadas que encerra sua jornada e procura outra fonte de renda.
Reportagens publicadas em 2026 registraram relatos envolvendo militares trabalhando como motoristas de aplicativo, garçons e vigias, além de outras atividades para complementar o orçamento. Uma das discussões que repercutiu nas redes sociais envolveu justamente a figura do sargento que dirige por aplicativo depois do expediente.
A questão não está na dignidade dessas profissões. O ponto sensível é a necessidade de uma segunda jornada para alguém submetido às particularidades da carreira militar. A própria exposição de motivos do reajuste de 2025 destacou a dedicação exclusiva e a disponibilidade contínua entre as características que justificam uma política remuneratória compatível com a carreira.
Para a família, renda complementar pode significar justamente a parcela que faltava para equilibrar o mês. Para o militar, entretanto, significa acrescentar horas de trabalho a uma rotina profissional marcada pela disponibilidade para o serviço. É essa contradição que ajuda a explicar por que os relatos de militares dirigindo por aplicativo provocaram tanta repercussão.
Ainda assim, é necessário estabelecer uma distinção: os casos publicados comprovam a existência do fenômeno, mas não permitem afirmar que ele seja generalizado nas Forças Armadas. Sem uma pesquisa abrangente, qualquer percentual de militares fazendo “bico” seria especulativo.
Endividamento preocupa, mas faltam números específicos sobre militares
O mesmo cuidado deve ser aplicado ao falar em alto endividamento entre militares. Há manifestações e relatos sobre empréstimos, parcelas e dificuldades financeiras, mas não foi localizado um levantamento público recente e abrangente que permita estabelecer uma taxa de endividamento específica para as famílias de militares das três Forças.
Isso não reduz a importância do problema individual. Para quem chega ao fim do mês dependendo de crédito, o impacto é concreto. Mas uma reportagem responsável precisa separar a experiência relatada daquilo que pode ser demonstrado estatisticamente.
É justamente nessa fronteira que o debate econômico se torna humano. O contracheque pode mostrar determinado valor bruto, mas é o orçamento doméstico que absorve alimentação, moradia, transporte, educação, dívidas e demais compromissos familiares.
Também existem diferenças expressivas dentro da própria estrutura militar. Posto ou graduação, adicionais, habilitações e situação funcional fazem com que não exista um único “salário do militar”. A tabela oficial vigente desde janeiro de 2026, por exemplo, estabelece soldos que vão de R$ 1.177 para recruta a R$ 14.711 para Almirante de Esquadra, General de Exército e Tenente-Brigadeiro. Esses valores de soldo não equivalem necessariamente à remuneração bruta final, que pode incluir outras parcelas.
Pressão por novo reajuste chega oficialmente ao Senado
A insatisfação ganhou uma via institucional. A Sugestão Legislativa nº 29/2026, originada no Programa e-Cidadania, propõe a “Valorização do Soldo dos Militares das FFAA e Reajuste Anual Inflacionário”. Em agosto, a matéria passou a tramitar na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado e foi encaminhada à relatoria do senador Styvenson Valentim.
Atenção ao trâmite legislativo:
Não existe, até agora, um novo reajuste aprovado por essa proposta. O que existe é uma reivindicação formal em tramitação no Senado, cujo objetivo é levar ao debate legislativo a valorização dos soldos e um mecanismo de correção inflacionária.
A reivindicação aparece pouco tempo depois das duas parcelas de 4,5% concedidas pelo governo. Essa proximidade mostra que, para os defensores da proposta, a discussão não se resume ao último reajuste, mas à criação de uma política capaz de preservar o poder de compra ao longo do tempo.
A questão também chega ao planejamento do próximo ano. O projeto orçamentário de 2027 prevê R$ 9,1 bilhões para reajustes de servidores civis e militares, embora essa reserva não represente, por si só, garantia de um percentual específico para integrantes das Forças Armadas.
A conta que precisa fechar dentro de casa
Para quem observa apenas a tabela salarial, o debate pode parecer uma disputa de percentuais. Para a família que organiza o orçamento, ele aparece de outra forma: quanto sobra depois que as despesas essenciais são pagas?
É nessa pergunta que inflação, remuneração e endividamento se encontram. E é também onde a história do militar que abre um aplicativo para dirigir depois do serviço ganha significado diferente. Não se trata de desvalorizar o trabalho de motorista, garçom ou vigia. A questão levantada pelos próprios relatos é por que integrantes de uma carreira caracterizada oficialmente pela dedicação exclusiva e disponibilidade permanente sentem necessidade de procurar uma segunda fonte de renda.
Há ainda muito que precisa ser quantificado. Não se sabe, com base em dados públicos abrangentes, quantos militares estão superendividados, quantos dirigem por aplicativo ou qual parcela da renda das famílias está comprometida com dívidas. Esses números seriam essenciais para dimensionar o problema para além das redes sociais e dos casos individuais.
Mas uma coisa já chegou aos documentos oficiais: o próprio Executivo reconheceu que a inflação acumulada provocou defasagem remuneratória, concedeu duas parcelas de reajuste e, pouco mais de um ano depois, o Senado passou a analisar uma sugestão que reivindica valorização dos soldos e correção inflacionária periódica.
Enquanto essa discussão percorre Brasília, dentro de algumas casas a questão é muito mais simples. Antes de pensar em índices, leis ou orçamento público, há uma conta que precisa fechar todos os meses.
E, para parte dessas famílias, é justamente aí que está o problema.
DEFESA EM FOCO – Edição: Montedo.com
Respostas de 22
O frajola deveria pensar na tropa não no cargo faz tantas merdas q sobra prós subordinados,o problema sempre foi salário mas o q fez arrumou pros generalecos e esqueceu dos subordinados,cadê lobby pra conseguir aumento a PF tem e conseguiu o q o exército não fez tem mais q pintar meio fio ,banco de incompetentes
A esposa e filho de um colega colocaram uma “banquinha” para vender água e refrigerante hoje no dia do desfile. Imagina o Chefe da família desfilando e a família vendendo água. Quem reside em Capital está agonizando.
Eu posso imaginar colega… Posso imaginar… Moro em uma capital tranquila e o orçamento não fecha… Imagino quem mora em São Paulo… Hell de Janeiro… Brasília… Manaus… Se não está morando em favela… Está passando fome… A Lei 13.954 foi o fundo do poço para as praças… Mas observando bem… Parece que dá para cavar mais um pouco… E o que é pior nesse 7 de setembro… Olhamos para cima e o que observamos? Nada… Não temos ministro da defesa… Não temos um comandante da Força… Não temos líderes… A instituição exército brasileiro… É uma verdadeira mula sem cabeça… A tropa está acéfala… Estamos literalmente jogados as traças… Foi tragédia anunciada… De 2019 para cá as forças armadas acabaram… oficiais foram individualistas e condenaram a pena de morte toda uma instituição… Estamos no corredor da morte… Só falta marcar o dia da execução… Vida que segue…
O que aumentou a defasagem foi justamente esse reajuste pífio de 9% em duas vezes, e o que causou mais insatisfação da tropa foram reajustes dados de até 28% a outras categorias federais.
A minha última esperança de um soldo digno era aquele deputado federal que, eleição após eleição, ficava em frente o Comando do Primeiro Distrito Naval, nos prometendo tirar do abismo salarial. Quando ele conseguiu o seu intento, nos empurrou (veteranos e suas Pensionistas) para o fundo do poço. JMB nunca mais.
chega ser ridiculo as suas palavras….a culpa e do cmdo da MG, Eb e Fab, foram eles que criaram o monstro o JB DEIXOU NÃO MÃO DELES E ELES FIZERAM MERDA…
Caro Juruna, a responsabilidade é de quem assina a Lei. O JMB sabia que os oficiais generais sempre o trataram como um leproso. Quem o conduziu até a cadeira de PR foram a base das FAs. Eu votei no JMB desde o primeiro mandato para deputado federal. Logo, sei o que falo.
Pois é, com salário defasado, estou fazendo bicos de motorista da UBER , para complementar a renda, da reserva.
Depois de quase 20 anos de carreira decidi voltar a estudar e sair das forças armadas
Reconhecer que o problema existe é o primeiro passo para modificar essa situação. O comando reconhece mais ignora; o Ministério da Dedesa ignora e o estado nem comenta. Fica difícil a solucao
8 em cada 10 famílias brasileiras têm dívidas; cartão de crédito segue como principal vilão
Inadimplência… (Fonte G1).
O endividamento das famílias brasileiras bateu um novo recorde em julho: 82% dos consumidores disseram ter algum tipo de dívida a vencer, o maior nível desde o início da série histórica… (Fonte CNN).
Como não concluir que a maciça maioria das famílias de Praças estão nesse universo drástico.
Soma-se, a este Catastrófico quadro, outro absurdo golpe:
– alterações nos “interstícios” (tempo médio por graduação), o que causam enormes prejuízos aos graduados durante a carreira.
O pior, não vejo qualquer possibilidade a médio ou longo prazo, de qualquer medida governamental a fim de minimizar este desordenado problema. Seria necessário uma reposição salarial muito acima da disposição política vigente.
Todavia, não esqueçamos que os maiores responsáveis por esse rombo são a falta, ou, baixa ingerência competente de todos Chefes militares junto aos órgãos federais, diferentemente, de outras carreiras de Estado, como por exemplo, a Polícia Federal.
Um agente da PF no início dos anos 80′, percebia salário paralelo de um 3º Sargento.
Por fim, não esperemos absolutamente nada diferente do escalão superior, principalmente, após estratagema (manobra ardilosa e individualista, pelos próprios interesses,) adotada através da Reestruturação da carreira.
Agora, como nunca visto, é cada um por si, a Praça que alcançar o Adicional AE Cat I vai chorar menos.
Esses são os novos tempos corrente, presente, adotado pelos nossos ‘preocupados’ Chefes.
P.S.:
A segregação salarial das FFAA pelo Estado não é por acaso, é método, caminho organizado, uma sequência lógica, por décadas, aplicada por revanche e repulsão ideológica (8 anos de governo FHC + 20 anos governo ‘daquele’ partido político).
Isto mesmo. Em 1981 um colega de Escola no segundo grau foi aprovado na ESA e na PF. Ele foi para ESA. Depois ele saiu para um concurso da Justiça. Outro foi aprovado na PRF e também escolheu ser sargento. Naquele tempo era Patrulheiro Rodoviário Federal, muitos anos depois que mudou o nome para PRF. Os que optaram pela PF e Patrulheiro Rodoviário estão bem de vida hoje.
Antes da constituição de 88, o regime para se manter necessitava que seus integrantes ganhassem bem, por isso você vê relatos de militar ganhando mais que PM, PRF e PF, os militares eram responsáveis por coordenar os sistemas de segurança, inclusive muitos foram para a PM, pq na baixa eram incorporados na PM, após a constituição de 88, o comando das forças auxiliares passou aos governadores, a constituição amarrou que para ser servidor é obrigado fazer concurso, ao entregar o poder aos civis nós ficamos fadados a eles escolherem por nós, o problema é que sobre a ótica da constituição atual temos muita gente no sistema de previdência, que impede ganhos reais na ativa, militar aposentando antes dos 50, mulher recebendo pensão integral esses dois até entendemos por causa das peculiaridades da profissão, agora pensão para as filhas ? Essa quantidade absurda de pessoas, associado a um concurso que chama 1200 sargentos e 400 oficiais todos os anos, torna impossivel da um aumento real. Sinceramente, prefiro a ideia de não mexerem no tempo para ir para a reserva que aumentarem meu salário e ficar até 55 ou mais em uma instituição que pensa que quanto pior melhor, serviço e expediente integral, missões rolhas, piruações erradas, a geração atual só espera mais respeito a quem está trabalhando todo dia na base, mas como nada vai mudar mesmo, expediente que segue.
Saber a real situação da tropa é simples. A tropa está “aos pés do Pavilhão de Comando”. É só determinar aos comandados o preenchimento de um questionário sócio econômico e pronto. Terão todos os números precisos.
Percebe-se então uma falta de interesse em enxergar a situação da tropa. Nas Forças Armadas falar de pagamento, de soldo e de responsabilidade familiar é um tabu. É como se o militar tivesse vergonha em receber seu soldo minguado, suado e sofrido. Além de aumentar os soldos (sem subterfúgios, sem beneficiar um círculo ou outro) o militar precisa perder esse pudor de falar sobre os seus rendimentos.
E o desfile?
Os problemas salariais dos militares vêm desde a monarquia.
“À primeira vista, a ideia de que a frustração das reivindicações por melhorias na área militar (demandas por mais verba, melhores salários, melhor equipamento, infraestrutura etc.) teria levado a uma radicalização política da oficialidade contra o Império pode parecer atraente. E de fato, a organização militar brasileira, que não estava imune às vicissitudes de um país agrário e escravista, revelava muitas deficiências: ausência de indústrias militares e, portanto, necessidade de importar equipamento estrangeiro, cuja diversidade de procedência impedia o estabelecimento de um padrão uniforme de armamento, e comprometia a coesão e a eficiência da organização no momento do combate; o eterno problema do recrutamento numa sociedade baseada no privilégio, que tornava impossível a introdução da conscrição universal, e em cujas forças militares o efetivo da tropa continuava a ser constituído com base no recrutamento forçado nas camadas mais miseráveis da população.
O exército brasileiro havia se colocado em face do país na posição de clientela mal satisfeita. Com o correr do tempo, sobretudo depois que desapareceram as grandes figuras da guerra do Paraguai, como Caxias, Osório ou Porto Alegre, foi-se generalizando nos meios militares a intriga de que os políticos civis não tinham pelas classes armadas toda a consideração de que os sacrifícios da campanha as fizeram merecedoras. Divergindo entre si nas suas opiniões correntes, como liberais ou conservadores que fossem na ordem política geral, os oficiais entretanto passavam a considerar com a mesma animosidade a qualquer dos governos do império, desde que se tratasse dos seus interesses de classe. Neste ponto, o país ficava para eles divido apenas em soldados e paisanos, como se o exército subitamente se colocasse fora da própria nação e mesmo contra ela.”
Fonte:
SAES, Guillaume Azevedo Marques de. Militares e desenvolvimento no Brasil: uma análise comparada dos projetos econômicos da oficialidade republicana de fins do século XIX, do tenentismo e da cúpula militar do Estado Novo. 2011. Tese (Doutorado em História Econômica) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
Ocorreu um grande esforço para dar um reajuste igual para todos os militares no governo passado e que nunca será corroído: 5 anos a mais de serviço. Parabéns a todos pelo esforço e dedicação deste feito que só foi possível graças à presença massiva de militares nos mais altos escalões do governo Federal e com apoio dos militares.
Lembro me do ano de 1984,3 Sgt, abril, ao receber contracheque ganhava 10 mínimos líquidos, nunca esqueci. De la ´ra cáos planos economicos comeram nosso salário, Collor quase 100 por cento, com aquele congelamento. Não deram a inflação do mes de fevereiro e grane parte de março, foi aí que desabou.
Está muito difícil. Tenho um irmão da Igreja onde congrego que é engenheiro civil formado em Federal. Tem 20 anos de profissão e falou que está fazendo uber e trabalhando de pedreiro. Ele quebrou. Começou na pandemia e foi perdendo tudo. Tem dívidas imensas de causas trabalhistas. Perdeu tudo.
correção, de lá pra cá, … e grnde parte…..
Rapaz, tô no mesmo barco que vocês! Porém optei por meter o pé. Tô estudando! Não vou esperar as migalhas caírem. Quero paz, quero ser útil e me sentir útil. Chega desse teatro das forças Armadas. Esses Oficiais são um bando de inuteis.
FHC foram 8 anos sem nada de reajuste. Deixou a MP do mal.
Nine e ptralhas muitos anos e reajuste que nao cobriam a inflação, além de serem fragmentados e insuficiente enquanto outros recebiam correções justas.
Bolsonaro foi um dos piores com a lei 13954, beneficiou os generais, a cúpula, altos estudos e deixou a tropa para tras.
Um militar que deixa a tropa no esquecimento ja disse tudo.