Militar de 38 anos havia levado a moto para conserto e aguardava o serviço quando homens passaram de carro e dispararam contra o estabelecimento. Outras cinco pessoas ficaram feridas.
O segundo-sargento da Marinha Yuri Cardoso Dias Barreto, de 38 anos, morreu durante um ataque a tiros em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na noite de quinta-feira (27).
Militar aguardava o conserto da moto
Naquele momento, Yuri estava dentro de uma loja na Avenida Roberto Silveira, no bairro Olinda. O estabelecimento fica em frente à estação de trem.
Segundo testemunhas, entretanto, homens passaram de carro diante da loja e abriram fogo. Várias pessoas participavam de um churrasco no local quando os disparos começaram.
Yuri havia levado a moto para conserto e, portanto, aguardava a conclusão do serviço. No entanto, os tiros atingiram o militar, que morreu ainda no local.
Além do sargento, outras cinco pessoas ficaram feridas. Em seguida, equipes de emergência encaminharam as vítimas para hospitais da Baixada Fluminense.
Dono da loja não corre risco de morte
Entre os feridos está o proprietário do estabelecimento. Inicialmente, equipes levaram o comerciante ao Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, em Nilópolis.
Segundo a prefeitura, porém, o dono da loja não corre risco de morte. Dessa forma, o quadro dele é considerado estável.
Enquanto isso, duas vítimas seguiram para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Outras duas foram encaminhadas ao Hospital Geral de Nova Iguaçu.
Por outro lado, um homem de 40 anos permanece em estado gravíssimo no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Já uma jovem de 23 anos recebeu alta médica.
Até o momento, contudo, as autoridades não divulgaram a identificação completa de todas as vítimas.
Sargento deixa esposa e dois filhos
Yuri deixa a esposa e dois filhos. Além disso, o militar era torcedor do Vasco da Gama e recebeu uma homenagem de uma torcida organizada do clube.
Nas redes sociais, o grupo lamentou a morte do sargento. Segundo a torcida, Yuri era um amigo, companheiro e exemplo de dedicação e coragem.
O episódio, portanto, amplia a preocupação com a violência armada na Baixada Fluminense. Leia também: notícias sobre segurança pública.
Polícia busca identificar atiradores
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu a investigação. Agora, os agentes procuram identificar os responsáveis pelos disparos.
Além disso, a polícia trabalha para esclarecer a motivação do crime. Para isso, os investigadores analisam imagens de câmeras instaladas na região.
As gravações do Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON), por exemplo, podem ajudar a identificar o veículo utilizado pelos criminosos.
Até agora, entretanto, a polícia não informou se Yuri era o alvo dos atiradores. Também não esclareceu se o militar acabou atingido de forma aleatória.
Por isso, a investigação continua. Ao longo dos próximos dias, a análise das imagens e dos depoimentos poderá esclarecer a dinâmica do ataque.
Além disso, os investigadores deverão buscar novas evidências que ajudem a identificar os autores e estabelecer a motivação do crime.
O caso permanece sob responsabilidade da DHBF.
Fonte: G1/RJ1.
Crédito: Victória Henrique e Klara Faria.
Respostas de 3
Meu Rio de Janeiro não tem solução não.
Pêsames à família e amigos de farda.
O RJ vive uma guerra, sem precedentes, mais os govenantes, estão fazendo vista grossa a anos, o povo que se lasque, acorda rasil, mudar e preciso.
Meu Rio é fruto das próprias escolhas…
Espero que o Brasil não se transforme em um grande Rio, sem a beleza e os turistas, mas com os mesmos políticos.
Meus sentimentos a família.
Viva a Armada!