Governador de São Paulo relacionou o enfraquecimento da estrutura militar à proteção das fronteiras e ao combate ao crime organizado.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a situação das Forças Armadas durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante sabatina da Jovem Pan News, realizada nesta quarta-feira (19), Tarcísio afirmou que as instituições militares estariam “morrendo” e “definhando”.
“A gente não fabrica pasta-base de droga. A gente não produz determinados armamentos, e eles entram pelas nossas fronteiras. Qual é a situação das Forças Armadas na gestão do governo Lula? Elas estão morrendo, estão definhando”, declarou.
Segundo o governador, a suposta perda de capacidade militar afeta diretamente o controle das fronteiras. Além disso, ele associou o problema ao avanço do crime organizado.
Fronteiras no centro da discussão
Tarcísio argumentou que drogas e armamentos entram no país pelas fronteiras. Por isso, defendeu maior atenção à estrutura das Forças Armadas.
De acordo com o
Ministério da Defesa, as Forças Armadas atuam na proteção territorial e também participam de ações contra delitos transfronteiriços.
Além disso, a
Operação Ágata integra militares e órgãos de segurança em ações preventivas e repressivas contra crimes nas regiões fronteiriças.
Recentemente, por exemplo, a Operação Ágata resultou na apreensão de cerca de duas toneladas de maconha e haxixe no Paraná, segundo o governo federal.
Leia mais sobre a Operação Ágata no portal do Ministério da Defesa.
Crítica a investimentos em segurança
Além disso, Tarcísio questionou a estratégia do governo federal para enfrentar o crime organizado.
Na avaliação do governador, o governo não poderia ampliar investimentos em segurança pública enquanto, segundo ele, deixaria as Forças Armadas perderem capacidade operacional.
“Deixam as Forças Armadas morrerem e chegam aqui para dizer que vão investir em segurança pública”, afirmou.
O
Ministério da Defesa, por sua vez, destaca que a preparação e a capacitação das Forças Armadas integram as diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa.
Integração nas fronteiras
O modelo federal prevê, ainda, a integração entre Forças Armadas, órgãos de segurança e outras instituições públicas. Dessa forma, as operações buscam ampliar a presença do Estado nas regiões de fronteira.
O tema também ganhou espaço no debate eleitoral de 2026, especialmente diante da preocupação com o tráfico de drogas, armas e a atuação de organizações criminosas.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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