General Emílio assume comando da 2ª Região Militar após deixar assessoria parlamentar em meio a polêmica na Câmara

Deputado Marcel Van Hattem e general Emílio Ribeiro (Imagem editada com auxílio da IA)

Nomeação para uma das principais regiões militares do país ocorre meses depois de embate com o deputado Marcel van Hattem, que resultou em uma moção de repúdio aprovada pela Câmara dos Deputados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o general de divisão Emílio Vanderlei Ribeiro para comandar a 2ª Região Militar (2ª RM), sediada em São Paulo. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União de 31 de julho. Além disso, a medida integra a rodada anual de movimentações do alto comando das Forças Armadas. Assim, o oficial deixa a Assessoria Parlamentar do Exército e retorna a uma função de comando.

Nomeação encerra atuação no Congresso

Até então, Emílio chefiava a Assessoria Parlamentar do Exército, órgão responsável pelo relacionamento institucional da Força com o Congresso Nacional. Entretanto, em maio, o Exército substituiu o oficial pelo general de brigada Fábio Cordeiro Pacheco. Dessa forma, a instituição buscou fortalecer o diálogo com deputados e senadores após a repercussão do episódio envolvendo o parlamentar Marcel van Hattem. Além disso, a troca ocorreu poucos dias depois do confronto entre Emílio e o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS). Desde então, o caso passou a repercutir intensamente no meio político e militar. Leia também: Após polêmica, Exército troca chefe da Assessoria Parlamentar

Confronto gerou desgaste político

O episódio ocorreu em 29 de abril, logo após uma reunião da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN). Na ocasião, Marcel van Hattem fez duras críticas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. Em seguida, segundo o parlamentar, Emílio o abordou nos corredores da Câmara para contestar as declarações. Posteriormente, Van Hattem afirmou ter se sentido intimidado pela abordagem. Como consequência, divulgou o episódio publicamente. Desde então, o caso ganhou ampla repercussão entre parlamentares e integrantes das Forças Armadas. Veja também: General tenta enquadrar deputado e leva invertida ao vivo

Comissão aprovou moção de repúdio

Em razão do episódio, deputados protocolaram dois requerimentos. O primeiro, o REQ 58/2026, aprovou uma moção de repúdio à conduta do general. Já o segundo, o REQ 60/2026, solicitava ao Ministério da Defesa o afastamento de Emílio da Assessoria Parlamentar e a adoção de medidas disciplinares. No entanto, o pedido de afastamento acabou retirado de pauta. Segundo parlamentares, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, entrou em contato com Marcel van Hattem, pediu desculpas pelo ocorrido e garantiu que adotaria providências internas. Por esse motivo, os autores decidiram aguardar as medidas antes de insistirem na votação. Até o momento, porém, não há registro público da conclusão de eventual sindicância ou procedimento disciplinar relacionado ao caso. Da mesma forma, o Ministério da Defesa ainda não divulgou o resultado das providências anunciadas.

Transferência integra mudanças no alto comando

Apesar da repercussão política, a nomeação de Emílio faz parte da movimentação periódica de oficiais-generais promovida pelo governo federal. Ao mesmo tempo, o decreto presidencial também transferiu outros comandantes para diferentes organizações militares. Assim, não existe confirmação oficial de que a transferência tenha relação direta com o episódio envolvendo Marcel van Hattem. Ainda assim, a mudança acontece poucos meses depois do maior desgaste público enfrentado pelo oficial durante sua passagem pela Assessoria Parlamentar.

Nova missão em São Paulo

A partir de agora, Emílio comandará a 2ª Região Militar, uma das estruturas mais importantes do Exército Brasileiro. Entre outras atribuições, a organização administra o serviço militar, a logística, a saúde, o patrimônio, a mobilização e o apoio às organizações militares localizadas no estado de São Paulo. Por fim, a nomeação marca uma nova fase na trajetória do general. Dessa maneira, o oficial deixa a interlocução política em Brasília e passa a exercer uma função operacional considerada estratégica dentro do Comando Militar do Sudeste.

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Respostas de 16

    1. O general enfrentou um extremista, inimigo do Brasil e acabou ocupando um importante comando militar, que em caso de precisão contra esses inimigos da nossa pátria, se colocará provavelmente em defesa do Brasil. Ponto para o Brasil.

      1. KKKK conhece o Emílio? se conhecesse nao falaria M…. extremistas sao os esquerdopatas , corruPTos da esquerdalha, aqueles que vc, como bom mortadela apodrecita, tanto admira

    2. “o oficial deixa a interlocução política em Brasília e passa a exercer uma função ‘operacional”considerada estratégica dentro do Comando Militar do Sudeste”. Sabe nada 😇!!!! A 2ª RM é, puramente, função ADMINISTRATIVA dentro do CMSE. Se ele tivesse obtido o comando da 2ª Divisão de Exército ou do Comando Aviação Exército ou do Comando de Defesa Antiaérea do Exército, ele estaria sendo PRESTIGIADO. Como NÃO foi o caso, ocorreu o contrário. Porém, para os Of Gen TODA transferência é lucrativa…..

  1. Como assim? Este é aquele que deu medalha a um Político, lutou com capitães na rua, brigou com um Deputado e do caso dos paraquedistas que fizeram uma festa de funk no quartel? Caracaaaaaaaa. O cara é forte. Acho que um pracinha estaria preso ou QAO velho

  2. Foi presenteado com um comando, por ter se envolvido numa discussão com um parlamentar de direita, se fosse com algum companheiro da esquerda teria sido jogado na cova com os leões.

  3. Cara um subtenente próximo a ser promovido foi punido por causa de um Tenente Temporário com 8 meses de quartel. O Subtenente era “raiz” e na frente de todos mandou o Tenente trocar as fraldas. O coroa perdeu a promoção e se aposentou.

    1. Bem feito. O nome disso é desrespeito. O tenente podia ter 1 mes de promovido, mas é mais antigo do que um ST de 15 anos de servico.

  4. O Gen Emílio vai comandar a 2ª Região Militar, que não tem absolutamente NADA DE OPERACIONAL.

    Para um General oriundo de Infantaria, cheio de brevês e condecorações, é um prêmio de consolação.

    Não vai sair quatro-estrelas… ao final do comando na RM, pode ir pra casa.

    E não merece mesmo. Extremamente inteligente, mas arrogante e desequilibrado.

    1. O fato de não ser operacional não faz fa 2 RM um prêmio de “consolação”, vários generais bem mais operacionais que ele já comandaram diferentes regiões militares ao redor do Brasil, e sobre sair 4 estrelas, provavelmente ele não vai

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