Enquanto governo norte-americano impõe novas restrições ao país, Forças Armadas de Cuba concluem seis meses de treinamentos na região central.
Em resposta direta à crescente pressão militar e econômica exercida pelos Estados Unidos, o Exército de Cuba encerrou seis meses de treinos intensivos na região central do país. Consequentemente, a televisão estatal cubana transmitiu imagens nesta quinta-feira (23) que registraram a conclusão das manobras, evidenciando, dessa forma, o estado de alerta da ilha diante das novas sanções norte-americanas.
Mobilização e treinamento das tropas
Nesse cenário de prontidão, cerca de 300 oficiais realizaram treinamentos estratégicos na região militar de Matanzas. Conforme destacou a reportagem local, os participantes demonstraram grande eficácia nos disparos, rapidez nas manobras e forte cooperação entre as forças. Além disso, ao longo das simulações, as tropas mobilizaram ativamente unidades de infantaria, forças especiais, artilharia terrestre e sistemas de defesa aérea.
Homenagens e alerta defensivo
Logo após o encerramento das atividades, as autoridades militares homenagearam os oficiais de destaque com medalhas e com o prêmio “100 Anos com Fidel”. Afinal, a honraria celebra o centenário de nascimento do falecido líder Fidel Castro (1926–2016), que ocorrerá no dia 13 de agosto. Paralelamente a esse evento, oficiais de alta patente e autoridades governamentais acompanharam exercícios semelhantes nos últimos meses, citando expressamente a constante ameaça de uma intervenção militar por parte de Washington.
Novas sanções do governo norte-americano
Enquanto Cuba realizava os exercícios, o governo norte-americano intensificou paralelamente as suas medidas coercitivas. Nesse sentido, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou em comunicado oficial que o país impôs novas sanções a nove entidades e dois indivíduos. De acordo com o diplomata, essas estruturas mantinham o controle governamental cubano sobre os setores de energia, finanças e envio de mão de obra médica ao exterior.
Aumento da pressão geopolítica e crise de energia
Por fim, cabe ressaltar que essa escalada ocorre como desdobramento direto da operação militar que os EUA realizaram em janeiro para capturar Nicolás Maduro, então aliado estratégico de Havana. Como resultado, Donald Trump declarou em seguida que a ilha caribenha seria a “próxima” da lista e bloqueou a maioria dos carregamentos de petróleo destinados ao país. Em virtude disso, a medida cercou a região e agravou drasticamente a crise energética e os apagões no território cubano.