Presidente da Corte Eleitoral solicitou ao Ministério da Defesa a indicação de militar com experiência em gestão pública, licitações e contratos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, pediu formalmente ao Ministério da Defesa a nomeação de um subtenente do Exército para atuar na Corte. O magistrado encaminhou o pedido diretamente ao ministro José Mucio Monteiro, solicitando a disponibilização de um militar com perfil técnico específico. A informação é de Jéssica Cavalcante, do portal Goiás246.

Pedido direto e perfil técnico definido

No ofício, Nunes Marques detalhou de forma objetiva os requisitos do cargo. Ele solicitou um subtenente com experiência sólida em áreas estratégicas, como gestão pública, licitações, contratos e processos administrativos. Dessa forma, o presidente do TSE busca fortalecer a estrutura administrativa do tribunal em um período de intensa preparação para as eleições.

Fundamentação legal

Além disso, o ministro fundamentou juridicamente a solicitação no Estatuto dos Militares, que autoriza o afastamento temporário de integrantes das Forças Armadas quando nomeados para exercer cargo público civil de caráter temporário. Assim, o pedido segue os parâmetros legais atualmente em vigor.

Encaminhamento ao Exército

Na prática, a movimentação ocorre a menos de três meses do pleito e prevê que o militar indicado ocupe uma função comissionada de assistente no TSE. Internamente, a expectativa é que José Mucio encaminhe a demanda ao Comando do Exército, permitindo a formalização da indicação.

Aproximação não é inédita

Embora o momento chame atenção, a aproximação entre a Corte Eleitoral e militares para funções administrativas não é inédita. Em 2022, durante a gestão do ministro Edson Fachin, o TSE articulou a nomeação do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para a Diretoria-Geral do tribunal, cargo responsável pela administração interna, incluindo contratos e licitações.

À época, Fernando Azevedo e Silva chegou a aceitar o convite, mas desistiu posteriormente de assumir a função, alegando problemas de saúde.