Governo cria grupo para avaliar uso do urânio em programa nuclear e nas Forças Armadas

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Conselho Nacional de Política Mineral autoriza GT que analisará aplicações do material na defesa e na transição energética.

O governo federal decidiu avançar no debate sobre o uso do urânio no Brasil e, por isso, instituiu um grupo de trabalho para avaliar aplicações do material tanto no programa nuclear quanto nas Forças Armadas. A iniciativa partiu do Conselho Nacional de Política Mineral, que aprovou a medida em reunião realizada nesta quinta-feira (2).

Análise estratégica e energética

Com isso, o novo GT reunirá representantes de diferentes áreas do governo para mapear oportunidades, riscos e diretrizes relacionadas ao aproveitamento do urânio. Além disso, o colegiado pretende alinhar o tema às estratégias de defesa nacional e às metas de transição energética.

Soberania e segurança

Segundo a deliberação, o grupo deverá examinar usos industriais e tecnológicos do material, bem como seu papel no fortalecimento da soberania brasileira. Ao mesmo tempo, o governo quer garantir que qualquer avanço siga protocolos de segurança, normas ambientais e compromissos internacionais assumidos pelo país.

Cadeia produtiva nacional

Nesse contexto, a análise também levará em conta a cadeia produtiva nacional. Atualmente, a exploração e o beneficiamento do urânio no Brasil ficam sob responsabilidade das Indústrias Nucleares do Brasil, que mantêm operações em áreas como Caetité, na Bahia.

Próximos passos

Por fim, o CNPM estabeleceu que o grupo de trabalho apresentará relatórios e propostas ao longo dos próximos meses. Assim, o governo espera embasar futuras decisões sobre investimentos, regulação e integração do urânio às políticas de defesa e energia, reforçando a autonomia estratégica do país.

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