Militar estava afastado das funções para tratamento de saúde

O militar estava afastado de suas funções no Exército havia quase um ano para tratamento de saúde. Atualmente, ele permanece preso em um quartel do Exército, à disposição da Justiça.
A decisão que manteve a prisão foi assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. No despacho, o magistrado considerou prejudicado o pedido de revogação da prisão cautelar apresentado pela defesa, por ter sido protocolado antes da audiência de custódia que decretou a prisão preventiva.
A defesa ingressou com habeas corpus no domingo (21). Os advogados alegaram que o soldado é réu primário, possui bons antecedentes, exerce atividade lícita, tem endereço fixo e família constituída. A Justiça rejeitou os argumentos e manteve a custódia.
Dinâmica do acidente

Miriam Rosa Matos, de 44 anos, pilotava sua motocicleta quando foi atingida por volta das 6h24 da manhã. O teste do bafômetro aplicado ao condutor indicou 0,42 mg/L de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice acima do permitido pela legislação.
De acordo com a apuração, o militar trafegava em alta velocidade. Após a colisão, a vítima foi arremessada da motocicleta e morreu ainda no local. O condutor perdeu o controle da caminhonete, colidiu contra uma árvore e o veículo só parou no estacionamento de uma clínica médica.
Testemunhas relataram que, logo após o acidente, o militar permaneceu no chão, amparado por um rapaz que estaria com ele no veículo. Em estado de choque, chorava e repetia frases como “eu matei alguém” e “isso não tem perdão”, enquanto pedia para ser solto.
Com informações de midiamax