Exercício operacional reúne forças das três Forças Armadas e testa infiltração de longo alcance com uso do KC-390 Millennium em cenário de alta complexidade.

Militares de forças especiais saltaram a até 25 mil pés e realizaram infiltrações aéreas de até 32 km durante um exercício na Base Aérea de Campo Grande (BACG). A atividade reuniu diferentes unidades e concentrou o treinamento em missões de alta altitude e longo alcance.

Exercício integra Forças Armadas e reforça atuação conjunta

O Exercício Operacional de Salto Operacional em Grande Altitude (EXOP SLOP) ocorreu entre 8 e 19 de junho e envolveu militares do PARA-SAR, do 1º Grupo de Transporte de Tropa (Esquadrão Zeus), do Esquadrão Gordo, além de equipes da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. Especialistas do Instituto de Aplicações Operacionais também participaram das atividades.

As equipes executaram treinamentos voltados à infiltração aérea em grande altitude, com foco em operações sigilosas e em áreas de difícil acesso. As forças integraram procedimentos e ampliaram a coordenação entre diferentes meios militares.

Militares realizam saltos a até 25 mil pés

As tropas executaram saltos em altitudes de 18 mil e 25 mil pés e percorreram até 32 km em voo livre operacional. Em algumas missões, os militares atingiram velocidades próximas de 100 km/h durante a navegação até os pontos de infiltração.

Os exercícios simularam inserções discretas em território hostil e exigiram controle de direção, resistência e precisão ao longo de grandes distâncias após a saída da aeronave.

KC-390 Millennium atua como plataforma de lançamento

O KC-390 Millennium transportou e lançou as equipes durante as missões. As tripulações aplicaram táticas, técnicas e procedimentos de infiltração aérea, com foco em precisão, coordenação e segurança operacional.

As equipes testaram procedimentos já previstos para operações reais e ajustaram práticas em ambiente controlado de treinamento.

Exercício coleta dados e aperfeiçoa doutrina militar

Especialistas do Instituto de Aplicações Operacionais acompanharam todas as fases do exercício. Eles coletaram dados, analisaram procedimentos e verificaram a eficiência das técnicas empregadas durante os saltos.

O monitoramento permitiu ajustes em planejamento, segurança e execução de missões de infiltração em alta altitude.

Comando destaca capacidade de alcance e flexibilidade

O chefe da Seção de Operações do PARA-SAR afirmou que o exercício permitiu treinar infiltrações de longo alcance em condições próximas das reais. Segundo ele, as equipes ampliaram a capacidade de inserção sigilosa e reforçaram a flexibilidade de emprego em diferentes cenários operacionais.

O exercício consolidou a integração entre as forças e reforçou o uso da infiltração aérea como ferramenta de emprego em operações de alta complexidade.