Motta e Moraes viajaram juntos em voo da FAB dias antes de arquivamento de inquérito

Hugo Motta e Alexandre de Moraes em voo da FAB (Imagem ilustrativa, gerada por IA)

Presidente da Câmara e ministro do Supremo estiveram na mesma aeronave oficial entre São Paulo e Brasília, em maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, viajaram juntos em um voo da Força Aérea Brasileira no dia 11 de maio. Assim, o deslocamento ocorreu entre São Paulo e Brasília e chamou atenção no meio político. A informação é de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Viagem antecedeu decisão no Supremo

Antes disso, a viagem ocorreu dez dias antes de Moraes determinar o arquivamento de um inquérito. Além disso, a investigação envolvia Motta e outros três parlamentares. Nesse contexto, a apuração tratava da entrada de bagagens no país sem fiscalização adequada.

Arquivamento por falta de indícios

Na quinta-feira (21), o ministro concluiu, portanto, não haver indícios mínimos de crime. Desse modo, ele afastou a responsabilização do presidente da Câmara e dos demais investigados. Como resultado, determinou o encerramento do inquérito.

Origem da investigação

Inicialmente, o inquérito foi aberto após a suspeita de que um auditor fiscal teria permitido a entrada de bagagens sem fiscalização. Além disso, a liberação teria ocorrido por um tripulante da aeronave que trouxe os parlamentares da ilha caribenha de Saint Martin.

Parecer da Procuradoria-Geral da República

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República defendeu o arquivamento em relação aos parlamentares. Segundo o órgão, as imagens indicam que os passageiros passaram normalmente pela fiscalização. Além disso, a PGR sustentou não haver vínculo entre eles e as bagagens questionadas.

Detalhes do voo

Conforme os registros, a aeronave decolou do Aeroporto de Congonhas às 16h10. Em seguida, pousou em Brasília às 17h40. Ao todo, nove passageiros estavam a bordo durante o trajeto.

Uso de aeronaves oficiais

Por fim, como chefe de Poder, Hugo Motta tem direito ao uso de aviões da FAB. Da mesma forma, Alexandre de Moraes solicita voos oficiais ao Ministério da Defesa, sobretudo por razões de segurança.

Uma resposta

  1. Vão alegar que tudo foi uma mera coincidência.

    Essas pessoas que estão hoje nos mais altos cargos da República insistem em tratar todo brasileiro como imbecil, desprovido de cérebro.

    Claramente, fazem parte do mesmo sistema criminoso. Irmanam-se em torno do enriquecimento fácil às custas do erário.

    Temos hoje pouquíssimos indivíduos nesses cargos que merecem estar lá.

    No STF mesmo, ao indicar e aprovar um candidato ao cargo de ministro, cofundem “notável saber jurídico” com “conhecimento jurídico”, coisas totalmente diferente.

    A posse em certos cargos da Alta Administração da nossa República se constitui em simples troca de favores, ou recompensa por alguma “missão cumprida”.

    Assim, o sistema vai lançando seus tentáculos em toda a República e se fechando em seus interesses.

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