Ataque massivo da Rússia mata crianças e devasta bairros de Kiev

Bombeiros evacuam crianças de jardim de infância atingido por bombardeio russo em Kharkiv, na Ucrânia, em 22 de outubro de 2025. — Foto: Serviço de emergências da Ucrânia/Handout via REUTERS

Ofensiva de 48 horas combina drones e mísseis, destrói mais de 180 instalações e contradiz discurso de paz do Kremlin

Na madrugada desta quinta-feira, 14, a Ucrânia sofreu o mais intenso bombardeio aéreo desde o início da guerra. Em apenas 48 horas, a Rússia lançou 1.567 armamentos — entre drones e mísseis — contra Kiev e outras regiões do país.

Como resultado, os ataques deixaram ao menos 27 mortos e dezenas de feridos, inclusive crianças. Além disso, a ofensiva ocorreu poucos dias depois de Vladimir Putin declarar que o conflito se aproximava do fim.

Capital concentra os principais danos

Kiev concentrou os impactos mais severos da ofensiva. Segundo autoridades locais, ao menos 21 pessoas morreram na capital. Entre as vítimas, estavam três crianças.

Um míssil russo do tipo Kh-101 atingiu um prédio residencial de nove andares e destruiu parte da estrutura. De acordo com análises preliminares, o armamento era recém-fabricado.

Diante da tragédia, o prefeito Vitali Klitschko decretou luto oficial para a sexta-feira, 15.

Ao mesmo tempo, equipes de resgate intensificaram as operações. As autoridades mobilizaram cerca de 1.500 socorristas em todo o país, sendo aproximadamente 600 apenas em Kiev.

No total, os ataques danificaram 180 instalações, incluindo mais de 50 edifícios residenciais.

Ataques avançam sobre infraestrutura e interior do país

Além da capital, outras regiões também sofreram danos significativos. Em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, bombardeios contra áreas civis deixaram 28 feridos. Entre eles, havia três crianças.

Como consequência direta, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido em 11 regiões. Além disso, ataques atingiram instalações portuárias na região de Odessa e danificaram trechos da malha ferroviária.

Em Kherson, drones russos atingiram um veículo da ONU utilizado em missão humanitária. Assim, os ataques ampliaram o impacto do conflito sobre serviços essenciais e operações civis.

Zelenski pressiona aliados por reação

Diante da escalada, o presidente Volodimir Zelenski reagiu com dureza. Ele afirmou que a ofensiva contradiz diretamente as declarações russas sobre intenções de paz.

“Essas definitivamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, disse.

Por isso, Zelenski pediu que os aliados abandonem o silêncio e reforcem, com urgência, o apoio à defesa aérea ucraniana. Segundo ele, somente uma resposta firme pode conter novos ataques.

Na mesma linha, o chanceler Andrii Sibiha cobrou pressão coordenada de Washington e Pequim sobre Moscou. De acordo com o ministro, Estados Unidos e China têm influência suficiente para exigir que Putin encerre a guerra.

A declaração ocorreu no mesmo dia em que o presidente americano Donald Trump chegou à China para um encontro de Estado com o líder Xi Jinping.

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