Declaração ocorre em meio à escalada da retórica de Donald Trump, ao endurecimento das sanções e à celebração de um discurso histórico de Fidel Castro, em Havana.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (16) que o país estará “preparado” para enfrentar uma eventual agressão militar dos Estados Unidos, em meio ao aumento da retórica do presidente americano Donald Trump contra a ilha, segundo a CBS News.
A declaração ocorreu durante um comício em Havana que marcou os 65 anos de um discurso histórico de Fidel Castro, feito em 1961, em meio a uma crise com Washington. Díaz-Canel afirmou que Cuba não deseja um confronto militar, mas que tem o dever de se preparar para evitá-lo e, se necessário, reagir.
Nos últimos dias, Trump afirmou que seu governo poderia “se concentrar em Cuba” após o fim do conflito com o Irã, descrevendo o país como uma “nação falida”. O presidente americano também voltou a ameaçar impor tarifas a países que forneçam petróleo à ilha e já havia alertado, em ocasiões anteriores, que Cuba deveria estar “preocupada”.
Díaz-Canel rebateu as declarações, afirmando que Cuba não é um Estado falido, mas um país “sitiado” por uma “guerra econômica”, com bloqueio financeiro e energético. Segundo ele, as sanções americanas agravaram uma crise econômica que já dura cinco anos, intensificada pela pandemia de Covid-19.
O governo cubano reconhece que há negociações em curso com os Estados Unidos para reduzir as tensões, embora sem divulgar detalhes. Especialistas alertam para o risco de uma crise humanitária, diante da escassez de combustível, apagões prolongados e dificuldades para importação de petróleo, especialmente de parceiros como Venezuela, México e Rússia.
Durante o evento, Díaz-Canel também criticou Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, acusando-os de tentar construir uma narrativa sem fundamento sobre a situação da ilha e reafirmando que Cuba seguirá resistindo às pressões externas.
Respostas de 2
A retirada dos mísseis de Cuba teve como parte do acordo a retirada de mísseis dos EUA da Turquia e a vedação dos EUA de atacarem Cuba. Cuba já está ruindo constantemente pela economia.
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