Autoridades americanas afirmam manter forças de prontidão apesar do cessar-fogo; Teerã e Washington reivindicam vitória
Um dia após o anúncio de cessar-fogo no Golfo Pérsico pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, adotou um discurso triunfal ao afirmar que o Irã “implorou pela trégua” e que o país teria sido derrotado no campo de batalha. Em entrevista coletiva no Pentágono, Hegseth repetiu alegações de que as Forças Armadas iranianas foram “dizimadas” e que teria havido até uma “mudança de regime” em Teerã — versão contestada por analistas e por autoridades iranianas.
— A Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora — disse. — Ela tornou as forças do Irã ineficazes em combate por muitos anos.
Segundo Hegseth, o programa de mísseis iraniano foi “funcionalmente destruído”, a Marinha estaria “no fundo do mar” e os EUA controlariam os céus do país. Países da região e Israel, porém, relataram lançamentos de mísseis mesmo após a trégua. Especialistas atribuem os episódios a um comando descentralizado, que dificulta a comunicação com algumas unidades. O Estreito de Ormuz segue sob controle iraniano, embora imagens de satélite indiquem retomada limitada do tráfego marítimo.
— Eles ainda conseguem atirar, nós sabemos disso — afirmou Hegseth, sustentando que falhas de comando e controle impedem coordenação mais ampla.
Dados de monitoramento por satélite apontam danos extensos em áreas de Teerã após dias de bombardeios. Autoridades iranianas estimam ao menos 787 mortos. Hegseth disse acreditar que Ormuz permanece aberto e que o comércio “vai fluir”, enquanto representantes iranianos indicam uma reabertura mais ampla após a primeira reunião bilateral prevista para sexta-feira.
Antes da pausa nos combates, os EUA realizaram cerca de 800 ataques contra alvos no Irã, segundo o secretário, que afirmou haver planos para atingir infraestrutura energética e de transporte — ações que, se direcionadas a civis, podem configurar crimes de guerra. Ele disse ainda que “todos os objetivos” foram alcançados, sem detalhá-los.
Ao lado de Hegseth, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Dan Caine, afirmou que 13 mil alvos foram atingidos desde 28 de fevereiro, com a destruição de grande parte da defesa aérea iraniana e de instalações ligadas a drones, mísseis e embarcações.
Após o anúncio de um acordo preliminar para suspender as hostilidades por duas semanas — que também envolve Israel —, ambos os lados declararam vitória. Em Teerã, veículos conservadores celebraram o que chamaram de “capitulação” americana. Já a Casa Branca classificou o desfecho como “uma vitória para os Estados Unidos”, destacando que a operação teria superado objetivos militares em 38 dias.
Em publicação recente, Trump afirmou que trabalhará “em estreita colaboração com o Irã” e mencionou alívio de sanções, ao mesmo tempo em que reiterou a exigência de que não haja enriquecimento de urânio. A Agência Internacional de Energia Atômica estima que o país detenha cerca de 440 kg de urânio enriquecido.
— Qualquer material nuclear que não deveria existir será removido — disse Hegseth. — Não haverá armas nucleares iranianas.
Apesar do cessar-fogo, o Pentágono sinalizou cautela. Para Caine, a trégua é apenas uma pausa.
— Um cessar-fogo é uma interrupção temporária. A força conjunta permanece pronta para retomar operações com a mesma rapidez e precisão, se for ordenada — afirmou.
Com agências internacionais (Reuters e AFP)
Respostas de 2
Será mesmo que o irã “implorou”?
Depois dessa viagem à Lua que descortinou a farsa de 1969, difícil acreditar nas narrativas do tio sam.
Ora, se em 1969, com uma tecnologia ainda tosca, conseguiram levar o homem a pisar na Lua e um veículo a se deslocar pelo solo Lunar, como em 2026 a Nasa diz que possui equipamento apenas para sobrevoar?
Ou seja, aquelas imagens de 1969 foram mesmo feitas em estúdios de cinema.
trump, grande mentiroso. Os governantes da Europa sentem asco desse falastrao.