Citando exemplo de possível ameaça ao presidente, almirante reforça defesa do submarino nuclear como projeto estratégico

Imagem ilustrativa, gerada por IA

 

Diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha afirmou que o domínio da tecnologia nuclear garante resposta mais rápida a crises e amplia a capacidade de dissuasão e proteção da soberania nacional.

Rio – O diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha do Brasil, almirante de esquadra Alexandre Rabello de Faria, afirmou que o domínio da tecnologia nuclear é um ativo estratégico indispensável para a soberania nacional e voltou a defender o avanço do submarino de propulsão nuclear brasileiro como um dos principais projetos de defesa do país.

A declaração foi feita durante a terceira edição do Nuclear Summit, realizada no Rio de Janeiro, evento promovido pela ABDAN. Segundo o almirante, os efeitos do domínio nuclear “extrapolam o uso militar” e impactam áreas como segurança energética, desenvolvimento tecnológico e capacidade de dissuasão.

Ao tratar especificamente da área de defesa, Rabello destacou a superioridade operacional do submarino nuclear em relação ao convencional e citou um cenário hipotético para ilustrar a diferença de tempo de resposta.

“Se estamos sediados aqui no Rio de Janeiro e temos um problema lá no Norte, algum maluco quer pegar nosso presidente, só por exemplo. Nosso submarino convencional demoraria 15 dias para chegar lá e, chegando lá, precisaria ser reabastecido. O submarino nuclear chega em três dias, e para passar em cima dele vai ser difícil”, afirmou.

Na avaliação da Marinha, a principal diferença entre os dois meios está na autonomia, na velocidade sustentada e no tempo de permanência submerso. Enquanto o submarino convencional precisa emergir ou operar em condições que permitam recarregar baterias e reabastecer, o nuclear consegue permanecer submerso por longos períodos e percorrer grandes distâncias com rapidez.

Essas características ampliam a capacidade de vigilância, patrulha e pronta resposta, especialmente para um país com extensa costa, forte dependência do transporte marítimo e grande produção offshore de petróleo e gás. Por isso, a Força Naval classifica o submarino nuclear não apenas como um meio de guerra, mas como instrumento de negação do uso do mar e de proteção da chamada Amazônia Azul.

O avanço do programa, no entanto, segue condicionado por restrições orçamentárias. A Marinha já alertou o governo federal para o risco de paralisação parcial do projeto caso não haja reforço de recursos na fase atual de desenvolvimento.

Além dos desafios internos, o programa brasileiro é acompanhado de perto pela comunidade internacional. Por envolver material nuclear, o projeto está submetido a discussões formais de salvaguardas com a Agência Internacional de Energia Atômica, evidenciando a tentativa do Brasil de avançar em uma tecnologia dominada por um grupo restrito de países, preservando a autonomia tecnológica e cumprindo as exigências internacionais de controle nuclear.

Respostas de 7

  1. KKK ele falou sério? “se quer pegar nosso presidente…” percebam o amadorismo desse sujeito melancia. olhem a relativizacao…. muito fraco….

  2. e por que não fazer uma redistribuição dos meios navais para outras cidades litorâneas? Tipo Belém, Natal, Salvador, florianópolis outros?

  3. Enquanto pensam nas máquinas, nós Navios,aviões e Tanques, a Tropa :

    – com salários abaixo de Policiais de Estado;
    onde um 3Sargento ganhando igual a um Soldado de Polícia.

    Em qual país uma FFAA ganha menos, menor salário do Executivo, ganhando menos que um Soldado da Força Auxiliar, e ainda tendo de arcar com custos de saúde médica e odontologia, mesmo na ativa?

    As FFAA já receberam Bilhões para suas máquinas e projetos,só se esqueceram do principal projeto:

    – Quem faz as máquinas operarem com eficiência, profissionalismo e dedicação exclusiva 24h.

    Se não houver mudanças no plano de Carreiras e na estrutura salarial, ficaremos sem PILOTOS, Sem Comandantes e Sem Tropas qualificadas a operar.

    A Força Aérea Brasileira (FAB) está enfrentando uma significativa evasão de pilotos em 2026, com relatos de que 21 pilotos pediram baixa apenas no primeiro trimestre do ano, e estimativas que apontam para quase 100 saídas até o final do ano.

    A Marinha do Brasil enfrenta uma grave evasão de pessoal, com mais de 5 mil militares buscando deixar a carreira, afetando tanto oficiais formados quanto cabos e sargentos.

    Saída simultânea de oficiais formados pelo IME reforça perda de quadros altamente qualificados para o setor privado

    Algo não vai bem no seio das Forças Armadas brasileiras, e a saída em bloco de oficiais engenheiros formados em instituições de excelência é mais um sintoma desse processo. Na última terça-feira (13), o Diário Oficial da União publicou o desligamento de onze oficiais do Exército — um capitão e dez primeiros-tenentes — todos egressos do Instituto Militar de Engenharia (IME), uma das escolas mais prestigiadas do país.

    OBS.: ALGO MUITO ERRADO E NOTÓRIO E NINGUÉM DANDO A IMPORTÂNCIA.
    SE NADA FOR FEITO A CURTO PRAZO,HAVERÁ AVIÃO, MAS,SEM PILOTOS DE ELITE A OPERAR.

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