Secretário de Defesa dos EUA afirma que Washington tem munição para sustentar a ofensiva pelo tempo necessário; Trump descarta envio de tropas terrestres ao Irã: “desnecessário”.
O Exército de Israel lançou nesta sexta-feira (6) uma série de ataques “em larga escala” contra a capital iraniana, Teerã, marcando o início de uma “nova fase” da guerra contra o Irã. A ofensiva também se estendeu ao Líbano, com intensos bombardeios nos subúrbios ao sul de Beirute.
Segundo as Forças Armadas israelenses, os ataques têm como alvo “infraestruturas do regime iraniano”. A imprensa estatal iraniana relatou diversas explosões em diferentes bairros da capital durante a manhã.
No sul do Irã, a cidade de Shiraz também foi atingida por mísseis. Autoridades locais afirmam que ao menos 20 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas após um ataque que atingiu uma área residencial no bairro de Ziba Shahr. O balanço não pôde ser verificado de forma independente.
O conflito, iniciado no fim de semana após uma ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra alvos iranianos, rapidamente se expandiu para outras frentes do Oriente Médio, envolvendo aliados regionais de Teerã.
Sem negociação
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou que a guerra entrou em uma nova etapa após o país conquistar superioridade aérea e neutralizar parte da rede de mísseis balísticos iranianos. Segundo ele, o objetivo agora é avançar no “desmantelamento do regime iraniano e de suas capacidades militares”.
Nos Estados Unidos, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que Washington possui munição suficiente para manter a campanha militar “pelo tempo que for necessário”.
Já o presidente Donald Trump afirmou que o envio de tropas terrestres ao Irã seria “uma perda de tempo”, embora tenha indicado interesse em participar da definição de um sucessor para o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto no primeiro dia de bombardeios.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse à emissora NBC que o país não busca “cessar-fogo nem negociações” neste momento.
Escalada regional
A guerra também já afeta outros países da região. Arábia Saudita e Catar afirmaram ter interceptado drones e mísseis direcionados a bases aéreas. No Bahrein, um hotel e edifícios residenciais foram atingidos.
Em Israel, o grupo libanês Hezbollah lançou foguetes e artilharia contra território israelense, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana anunciou novos disparos de projéteis contra Tel Aviv.
No campo naval, os Estados Unidos afirmaram ter afundado cerca de 30 embarcações iranianas desde o início da guerra. Mesmo assim, o estratégico Estreito de Ormuz permanece praticamente intransitável — uma situação que ameaça o fluxo de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
No Mar Vermelho, os rebeldes houthis do Iêmen, aliados de Teerã, declararam estar “prontos para responder a qualquer momento”.
Segundo autoridades locais, o conflito já deixou mais de 1.200 mortos no Irã, ao menos 123 no Líbano e cerca de 10 em Israel, enquanto o temor de uma guerra regional em grande escala cresce.
Com AFP
Uma resposta
O único gordinho da coreia do norte deve estar agora num grande dilema: “eu serei o próximo?”.