Planejamento inclui ataques seletivos e avalia mudança de regime no Irã, em meio a novas ameaças de Donald Trump
O planejamento militar dos Estados Unidos contra o Irã atingiu um estágio avançado e inclui desde ataques direcionados a líderes iranianos até a possibilidade de promover uma mudança de regime em Teerã, caso haja autorização do presidente Donald Trump. A informação foi confirmada por duas autoridades norte-americanas ouvidas pela agência Reuters.
Segundo as fontes, o detalhamento dos planos indica que Washington se prepara para um cenário de confronto caso as tentativas diplomáticas fracassem. Na semana passada, a agência já havia noticiado que as Forças Armadas dos EUA analisavam uma operação de várias semanas, com ataques a instalações de segurança e à infraestrutura nuclear iraniana.
Nos últimos dias, Trump mencionou publicamente a possibilidade de mudança de regime na República Islâmica, sinalizando uma ampliação do escopo das opções em estudo. As autoridades ouvidas, que falaram sob anonimato, não especificaram quais lideranças poderiam ser alvo nem como os EUA tentariam influenciar uma transição política sem o envio de uma grande força terrestre.
Uma eventual ofensiva com esse objetivo representaria uma mudança em relação ao discurso de campanha de Trump, quando criticou intervenções militares que resultaram na derrubada de governos no Afeganistão e no Iraque.
Uma das fontes citou como referência a ofensiva de Israel contra lideranças iranianas no ano passado. De acordo com relatos regionais, ao menos 20 comandantes iranianos morreram em 12 dias de confrontos, incluindo Mohammad Bagheri, então chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã.
“O conflito de 12 dias e os ataques contra alvos individuais demonstraram a eficácia dessa abordagem”, afirmou uma das autoridades, destacando que o foco estaria em integrantes da cadeia de comando da Guarda Revolucionária.
A fonte ressaltou, no entanto, que esse tipo de operação exige inteligência altamente precisa para identificar a localização dos alvos e minimizar danos colaterais. Não está claro quais informações os EUA possuem atualmente sobre possíveis líderes iranianos a serem atingidos.
A Casa Branca e o Pentágono não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.
Em 2019, o governo Trump classificou a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista estrangeira — a primeira vez que Washington adotou essa medida contra forças armadas de outro país. No ano seguinte, Trump autorizou o ataque que matou o general Qassem Soleimani, então comandante da Força Quds.
Atualmente, os EUA voltaram a reforçar sua presença militar no Oriente Médio, com navios de guerra, aeronaves de combate e a possibilidade de empregar bombardeiros estratégicos baseados em território norte-americano.
Uma resposta
Bota pra torar laranjão!