Forças Armadas e órgãos civis somam mais de 9 mil ações contra ilícitos na fronteira

Operação Catrimani II patrulha do Exército

Ações integradas contra o garimpo ilegal já resultaram em milhares de abordagens, prisões, apreensões de equipamentos e apoio humanitário a comunidades indígenas na faixa de fronteira.

As Forças Armadas e órgãos do governo federal e estadual realizaram mais de 9 mil ações de segurança em regiões de fronteira nos últimos dois anos, com foco no combate ao garimpo ilegal e no apoio a comunidades indígenas. As operações resultaram na inutilização ou apreensão de cerca de 5,8 mil equipamentos usados por garimpeiros, incluindo pistas clandestinas, aeronaves, embarcações, acampamentos, máquinas, antenas e armas.

Desde 2023, Forças Armadas atuam de forma contínua em áreas terrestres, rios e na costa marítima. Naquele ano, Marinha, Exército e Aeronáutica intensificaram as ações no Território Indígena Yanomami, que abrange áreas de Roraima e do Amazonas e abriga cerca de 27 mil indígenas.

Em janeiro de 2023, um decreto federal estabeleceu medidas para enfrentar a emergência em saúde pública e a expansão do garimpo ilegal na região, atribuindo ao Ministério da Defesa a coordenação do patrulhamento aéreo, fluvial e terrestre, além de revistas, prisões em flagrante e apoio à neutralização de equipamentos ilegais. Cerca de mil militares foram mobilizados ao longo de quatro meses, em parceria com forças de segurança e equipes de fiscalização.

Entre junho e novembro de 2023, as ações foram incorporadas à Operação Ágata Fronteira Norte, que contou com aproximadamente 1,2 mil militares das três Forças.

Desde abril de 2024, sob coordenação da Casa de Governo de Roraima, a Operação Catrimani II reúne órgãos federais e estaduais. Até agora, foram registradas 9.268 ações de segurança, quase 50 mil abordagens e 328 prisões.

No balanço mais recente, as equipes apreenderam 235 quilos de mercúrio — substância tóxica usada na extração de ouro — e destruíram 312 mil litros de óleo diesel empregados na logística da mineração ilegal. O impacto econômico estimado sobre as organizações criminosas chega a R$ 649,4 milhões.

A fase anterior, a Operação Catrimani I, realizada entre janeiro e março de 2024, priorizou o atendimento humanitário a 236 comunidades do território indígena. Houve transporte de cargas e combustível, evacuações aeromédicas e apoio às polícias Federal e Civil de Roraima. As missões percorreram cerca de 680 mil quilômetros em 2,4 mil horas de voo, com a entrega de 15 mil cestas de alimentos, somando 330 toneladas. Com Agência Brasil

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