Mapa mostra opções de ataque dos EUA ao Irã sem Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos; veja

Bandeira da Síria (Wiki Commons)

 

Apesar da oposição de adversários e aliados americanos a ação americana, Pentágono tem mais de uma forma de atingir Teerã
Por O Globo, com agências internacionais — Washington e Teerã

A crescente tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou a preocupação de potências mundiais e do Oriente Médio de que um novo ataque americano — como o bombardeio ao território iraniano em meio à guerra de 12 dias entre Israel e a nação persa — possa desestabilizar a região. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que o tempo para um novo acordo nuclear com o Irã “está se esgotando” e deixou em aberto a possibilidade de uma ação contra Teerã — algo que, apesar da oposição de aliados americanos na região, pode ser realizado pelo Pentágono de mais de uma forma.

Irã na mira americana: Trump aumenta pressão sobre regime dos aiatolás e estuda opções de ação militar — Foto: Arte/O GLOBO

A extensa rede de bases americanas no Oriente Médio, assim como o efetivo recentemente deslocado para lá, não devem ser envolvidos em um primeiro momento, segundo analistas citados pela imprensa internacional. A prioridade parece ser lançar meios militares a partir dos EUA contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã ou das forças Basenji — e para isso, uma alternativa seria um bombardeio seguindo os moldes da operação “Martelo da Meia-Noite”, que atingiu instalações nucleares iranianas em junho.

A operação taticamente bem-sucedida partiu da base aérea de Whiteman, no Missouri, de onde decolaram 125 aeronaves e 75 armas guiadas, incluindo bombardeiros furtivos B-2 Spirit. O voo até o Irã, segundo autoridades militares americanas, durou 18 horas, com múltiplos sistemas de reabastecimento em voo.

Embora os bombardeiros B-2 tenham sido a ponta de lança do ataque americano no ano passado, o conjunto diversificado de alvos na mira neste momento — que não inclui necessariamente as bases nucleares fortificadas que eram o objetivo naquela oportunidade — pode ser mais adequado para outros recursos americanos, segundo avaliou o ex-capitão da Marinha dos EUA Carl Schuster, em entrevista a CNN.

Irã na mira americana: Trump aumenta pressão sobre regime dos aiatolás e estuda opções de ação militar — Foto: Arte/O GLOBO

Mísseis Tomahawk, de alta precisão, poderiam ser disparados de submarinos e navios de superfície da Marinha dos EUA longe da costa iraniana — como os enviados por Trump para o Golfo Pérsico, uma frota de envergadura semelhante à destacada no Caribe antes do ataque militar a Caracas. Um oficial americano ouvido pela AFP apontou que seis contratorpedeiros e três navios de combate litorâneo, além do porta-aviões USS Abraham Lincoln — equipado com caças F-35 — estão na região.

Outra opção, ainda a partir da frota, seria o uso de mísseis de cruzeiro equipáveis em uma variedade de jatos, incluindo caças F-15, F-16 e F-35 e bombardeiros B-1, B-2 e B-52, bem como caças F/A-18, disponíveis na Marinha americana.

Apesar de recuo retórico de Trump: EUA enviam mais recursos militares ao Oriente Médio e reforçam presença perto do Irã
A variedade de opções para ações americanas não é maior, porque aliados-chave entre os árabes para Washington se mostraram contra um ataque direto a Teerã. Em um telefonema com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, na terça-feira, o príncipe saudita, Mohammed bin Salman, afirmou que não permitirá que o espaço aéreo ou o território de seu país sejam usados “para quaisquer ações militares contra o Irã”.

A medida foi anunciada um dia depois de um anúncio similar do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos. Riad e Abu Dhabi são aliados estratégicos dos americanos na região.

Uma possibilidade de “ataque curto”, sem qualquer conflito com os interesses dos aliados, poderia ser um ataque usando jatos de guerra F-15E na Jordânia, de onde poderiam ser rapidamente deslocados. Tanto a Jordânia quanto os dois países aliados dos EUA, porém, estão dentro da linha de alcance dos mísseis e drones iranianos. A depender da retaliação do regime dos aiatolás, seus territórios poderiam correr riscos.

Uma outra que acrescentaria dificuldades de retaliação imediata seria um ataque a partir de bases americanas no Oceano Índico, como a base Diego Garcia, em território britânico. Para alguns analistas, a possibilidade seria a mais estratégica.

— Acredito que isso pode nos forçar a depender mais da aviação embarcada ou de recursos de longo alcance provenientes do território continental dos EUA ou de bases como Diego Garcia — disse Joseph Votel, general aposentado do Exército que liderou o Comando Central dos EUA de 2016 a 2019, em entrevista ao Wall Street Journal, ao avaliar as opções militares. — Essa ação pressiona outros países da região que podem estar considerando apoiar uma operação dos EUA. Por fim, significa que a operação terá um caráter mais americano do que o de uma coalizão regional robusta contra o Irã. (Com AFP)
O Globo – Edição: Montedo.com

Uma resposta

  1. Enquanto, isso no 91° GAC, Grupo Batalha da Rolha, a preocupação é a apresentação individual dos recrutas na formatura de inauguração da pia do alojamento dos Sargentos, amanhã, às 11h.

    Depois, confraternização no futebol com churrasco, Oficiais na linha, Sargentos no meio campo, Soldado NB no gol e Recruta de gandula.

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