Taiwan treina defesa costeira para repelir possível ataque chinês pelo mar

Lançador múltiplo de foguetes M142 High Mobility Artillery Rocket System - HIMARS. 
Reprodução

 

Exercício integra drones, mísseis antinavio e forças anfíbias em cenário realista, diante do aumento da pressão militar chinesa no Estreito de Taiwan

Taiwan realizou nesta quinta-feira (data local) um exercício militar de combate costeiro para simular a resposta a uma eventual invasão chinesa a partir do mar. A manobra integrou o uso de mísseis antinavio, drones de ataque e reconhecimento, além de lanchas rápidas de patrulha, em um cenário de defesa realista na cidade portuária de Kaohsiung, no sul da ilha.

O treinamento ocorreu em uma praia que integra a base naval de Zuoying e contou com a participação conjunta da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais taiwaneses. Durante a simulação, drones foram empregados para vigilância e ataque, enquanto tropas de infantaria atuaram no litoral com apoio de atiradores de precisão. Lançadores móveis camuflados dispararam mísseis antinavio Hsiung Feng, principal arma de defesa costeira do país.

Segundo as Forças Armadas de Taiwan, o exercício faz parte de uma nova fase de treinamentos voltados para cenários mais próximos da realidade de combate. A iniciativa acompanha a estratégia do governo do presidente Lai Ching-te de acelerar a modernização militar e reforçar a capacidade de resposta rápida diante de uma possível ofensiva chinesa.

As manobras ocorreram semanas após a China realizar exercícios militares nas proximidades da ilha, elevando novamente o nível de tensão no Estreito de Taiwan. Autoridades militares evitaram comentar detalhes da operação, citando razões de segurança.

O governo taiwanês também destacou que, em caso de escalada do conflito, sistemas de origem americana — como o lançador de foguetes HIMARS — poderiam ser empregados para conter avanços chineses, especialmente na região das ilhas Penghu. O armamento, já utilizado em conflitos recentes, foi apresentado como peça-chave para impactar operações anfíbias no estreito.

Taiwan considera a intensificação desses exercícios essencial para dissuadir Pequim, que reivindica a ilha como parte de seu território e não descarta o uso da força para promover a reunificação.

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