Exército encerra investigação, mas família contesta ‘aptidão psicológica’ de soldado mørtø no CMO

Dhiogo Melo Rodrigues havia ingressado na corporação há apenas três meses. (Reprodução, Redes Sociais)

 

Dhiogo Melo Rodrigues era soldado recruta e havia ingressado na corporação há cerca de três meses

Layane Costa
Campo Grande – A família de Dhiogo Melo Rodrigues, de 19 anos, morto com disparo de arma de fogo nas dependências do CMO (Comando Militar do Oeste) em outubro do ano passado, contesta o resultado de IPM (Inquérito Policial Militar) que investigou o episódio, conforme nota encaminhada à imprensa nesta quinta-feira (22).

Melo era soldado recruta e havia ingressado na corporação há cerca de três meses. No entanto, na data dos fatos, enquanto tirava serviço no Posto 5, na guarita próximo ao 6º Batalhão de Inteligência Militar, foi encontrado sem vida — a suspeita é de que ele tenha utilizado o fuzil da corporação para desferir um tiro contra si.

Para a família, os resultados apresentados após o IPM ser concluído não trouxeram esclarecimentos suficientes capazes de afastar as graves suspeitas de omissão, negligência e falha do serviço público militar. Na nota, a família pontua que não foram apresentados esclarecimentos suficientes capazes de afastar as suspeitas. Ou seja, eles alegam que Melo não tinha aptidão mental para exercer atividades armado e isolado.

Dessa forma, rebatem que o Exército estava ciente de que o soldado sofria com problemas emocionais.

“Em nenhum momento foi apresentado documento que atestasse que Dhiogo estava psicologicamente apto a exercer serviço armado isolado, apesar de relatos prévios de sofrimentos emocional e de sinais evidentes de fragilidade psíquica, os quais foram comunicados internamente e não receberam a devida atenção“, diz trecho do documento.

No Inquérito Policial Militar, consta a ficha do soldado Melo, comprovando que, na época, ele estaria apto na avaliação de tiro. Mas a família constata: “aptidão técnica não se confunde com aptidão psicológica“.

Conforme noticiado pelo Jornal Midiamax, na época dos fatos, a assessoria de comunicação do CMO chegou a dizer que todos os militares eram orientados e questionados rotineiramente sobre possíveis problemas de saúde física ou emocional. Assim, o jovem não havia relatado nenhuma dificuldade, tampouco apresentava registros de problemas de saúde ou pedidos de ajuda.

A reportagem aguarda manifestação da assessoria de comunicação do CMO.
MÍDIA MAX – Edição: Montedo.com

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