MS: militar do Exército é preso em operação que apura fraude de R$ 4 milhões com cartões de crédito

Imagem ilustrativa, gerada por IA

Suspeito integrava quadrilha que simulava vendas com cartões de crédito para antecipar valores e causar prejuízo milionário a bancos; esquema operava há quase três anos.

 

Campo Grande – Um militar do Exército Brasileiro está entre os presos na Operação Chargeback, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (20), contra uma quadrilha suspeita de aplicar fraudes bancárias que causaram prejuízo superior a R$ 4 milhões a instituições financeiras ao longo de quase três anos.

O soldado João Pedro Ferreira Barbosa, integrante do Exército, foi preso por mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça, e é apontado como um dos quatro principais envolvidos no esquema criminoso. Além dele, também foram detidos Breno Maurício da Costa Bueno, atendente de cozinha, Jackson Pinheiro Lopes, cuja ocupação não foi informada, e Maykon Furtado da Costa dos Santos, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão.

Segundo as investigações, o grupo utilizava máquinas de cartão vinculadas a empresas de fachada para simular vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros. Após as transações fraudulentas, os valores eram antecipados junto aos bancos, antes que os verdadeiros titulares dos cartões identificassem a fraude e solicitassem o estorno.

A Polícia Civil apura que o dinheiro obtido ilegalmente era empregado na aquisição de imóveis e veículos, numa tentativa de ocultar a origem ilícita dos recursos.

No caso de Maykon, que inicialmente era alvo apenas de busca e apreensão, os policiais encontraram uma arma de fogo e munições em sua residência, no bairro Buriti, em Campo Grande, o que resultou na prisão em flagrante. Ele já responde a outro processo criminal por porte ilegal de arma de fogo, após ter sido preso em 2021 transportando uma submetralhadora durante fiscalização da PRF em Ponta Porã.

Ao todo, a operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Foram apreendidos ainda máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada. Um quinto suspeito também foi preso, mas teve o nome preservado.

Em nota, a defesa de Breno e Jackson afirmou que ambos permanecem à disposição das autoridades, ressaltando que não há condenação até o momento e que a inocência dos investigados será demonstrada ao longo do processo, com respeito ao devido processo legal.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Respostas de 4

  1. Na minha OM um Cb saiu até no Jornal Nacional em uma fraude de 6 milhões no banco do Brasil.

    Isso não foi nem o pior, complicado era o 01 pegar empréstimo com ele em troca de dispensa.

    Obs: pelo menos pegava a 3% para não caracterizar agiotagem.

    Por fim, durante 2 anos ganhou o Cb, ganhou o CMT e só quem perdeu foi o Exército.

  2. Ai está a relevância do S2, muita gente debocha, mas investigar e desconfiar dos atoa da vida civil de cada militat faz parte disso, devemos olhar tudo e sempre denunciar

  3. isso é fichinha em comparação com aquele da FUEL AGE em BSB. Tem Uma diferença, ele não foi pego. Passaram a mão na cabeça. Chegou até a última promoção (QAO) sem problemas.

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